“Há dias em que não devia sair de casa.”
Ainda só são 9 da manhã e esta expressão já esteve na minha cabeça umas 50 vezes.
Eu nem sou pessoa de dizer palavrões, mas confesso que hoje já os disse todos, não oralmente, mas já me passou de tudo pela cabeça.
Mas o meu dia tem sido animado, senão reparem.
7 da manhã. Vou ao ginásio (a vontade era nenhuma, mas lá estava eu). Vou a vestir-me, não tinha meias, apesar de ter a certeza absoluta de as ter posto junto com a restante roupa, mas pronto…
Ora claro que fui treinar na mesma. Ninguém vai para o ginásio aquela hora para depois voltar para trás. Prometo não vos dar os ténis a cheirar…
Treinei. Vou tomar banho. A pressão do duche era mínima e eu já bufava porque para lavar o cabelo com aquela pressão é um filme.
Quando meto o shampoo estava a achar estranhar o facto de não fazer espuma nenhuma só me queixava da pressão da água, até que olho bem para o frasco e aquilo era amaciador. Amaciador este que eu nunca uso, ou seja, troquei mesmo o frasco no supermercado.
Conclusão, tinha o cabelo mal molhado e cheio de amaciador. Espectacular!
Não me restava mais nado do que usar o shampoo do ginásio, que eu detesto porque me deixa o cabelo todo cheio de nós, mas isso hoje não era problema, porque afinal de contas amaciador era coisa que não me faltava…
Quando achei que podia resignar-me a ter de usar aquilo e aproveitar o banho, eis que a senhora do duche ao lado empesta o balneário com os seus produtos com cheiro a essência de baunilha que eu tanto detesto.
Ora trata de tomar banho rápido antes de me vomitasse toda ali.
Visto-me. Felizmente não me faltava nenhuma peça de roupa.
Vou para o carro. Apanho todos os semáforos vermelhos da Alameda das Linhas Torres. Não escapou um.
Cheguei ao trabalho sã e salva, mas temo pelo que irá acontecer no decorrer do dia…
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O meu quarto!
Este sábado dormi em casa dos meus pais.
Desde que lá deixei de viver, há cerca de 4 anos, já lá dormi uma meia dúzia de vezes.
Vivi naquela casa desde os 13 anos, ali passei por fases fundamentais no meu crescimento e de todo o processo que fez de mim a pessoa que sou hoje.
Nunca senti urgência de lá sair.
Toda aquela casa, aquele espaço, que continuo a sentir como meu, é memória viva da minha vida e isso não tem, até agora, paralelo com nada.
Aquele é o espaço onde tenho mais vida vivida, onde sinto que as coisas têm todas um lugar, um espaço, um propósito, uma história.
Todas as semanas lá vou, mas nem sempre vou ao meu quarto.
Invariavelmente, sempre que lá entro a minha memória recupera uma série de sentimentos, histórias, um sem fim momentos lá vividos.
Este sábado não foi excepção. Quando fui dormir dei por mim, mais uma vez, a olhar à minha volta e a pensar em tudo o que já ali tinha passado.
A cama onde durante anos deitei os meus sonhos, as minhas dúvidas de adolescente, os meus medos, inseguranças, onde chorei desgostos terríveis (ou pelo menos assim os sentia na altura), onde dei gargalhadas sem fim com os meus irmãos, com amigos, tanta tanta coisa, recebe-me agora mulher, mãe, com outras dúvidas, medos e incertezas.
Agora a cama já não é só minha, o quarto já não é só meu. Divido-o com a família que construí. Para eles aquele espaço será apenas mais um espaço e o seu sono será certamente mais tranquilo que o meu quando lá estou.
Naquele quarto nunca me esqueço que a vida é cheia de pequenos momentos, pequenas conquistas.
Naquele quarto sei que nunca me faltará o colo dos meus pais e o abraço dos meus irmãos.
Naquele quarto nunca me esqueço de quem sou, de onde vim, como me tornei na mulher e mãe que sou hoje.
Adoro sentir que naquele quarto nunca estou sozinha mesmo que o esteja.
Desde que lá deixei de viver, há cerca de 4 anos, já lá dormi uma meia dúzia de vezes.
Vivi naquela casa desde os 13 anos, ali passei por fases fundamentais no meu crescimento e de todo o processo que fez de mim a pessoa que sou hoje.
Nunca senti urgência de lá sair.
Toda aquela casa, aquele espaço, que continuo a sentir como meu, é memória viva da minha vida e isso não tem, até agora, paralelo com nada.
Aquele é o espaço onde tenho mais vida vivida, onde sinto que as coisas têm todas um lugar, um espaço, um propósito, uma história.
Todas as semanas lá vou, mas nem sempre vou ao meu quarto.
Invariavelmente, sempre que lá entro a minha memória recupera uma série de sentimentos, histórias, um sem fim momentos lá vividos.
Este sábado não foi excepção. Quando fui dormir dei por mim, mais uma vez, a olhar à minha volta e a pensar em tudo o que já ali tinha passado.
A cama onde durante anos deitei os meus sonhos, as minhas dúvidas de adolescente, os meus medos, inseguranças, onde chorei desgostos terríveis (ou pelo menos assim os sentia na altura), onde dei gargalhadas sem fim com os meus irmãos, com amigos, tanta tanta coisa, recebe-me agora mulher, mãe, com outras dúvidas, medos e incertezas.
Agora a cama já não é só minha, o quarto já não é só meu. Divido-o com a família que construí. Para eles aquele espaço será apenas mais um espaço e o seu sono será certamente mais tranquilo que o meu quando lá estou.
Naquele quarto nunca me esqueço que a vida é cheia de pequenos momentos, pequenas conquistas.
Naquele quarto sei que nunca me faltará o colo dos meus pais e o abraço dos meus irmãos.
Naquele quarto nunca me esqueço de quem sou, de onde vim, como me tornei na mulher e mãe que sou hoje.
Adoro sentir que naquele quarto nunca estou sozinha mesmo que o esteja.
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