quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Avião

Nunca tive medo de andar de avião. Tenho a sorte de já ter andado
bastante, sendo que uma das viagens até teve a duração simpática de 16
horas sem espinhas.
Hoje sei que o facto de nunca ter tido medo está muito ligado ao facto
de, durante muitos anos, sempre ter viajado em família.
Eu achava que não tinha medo e pronto. Alias não só não tinha medo
como adorava.
Ultimamente (e infelizmente) a coisa já não é bem igual.
Não posso dizer que tenha pânico, suores ou que não durmo no dia
antes. Mas já entro no avião com aquele espirito de 'epa vê lá se
fazes p teu trabalho e me metes fresca e fofa no destino ta?'
Mas isto porque apesar de não estar com a família toda, estou com os
meus dois homens e com eles enfrento tudo melhor.
Mas sinto saudades dos tempos em que olhava para o avião como para um
taxi, um autocarro, etc.
Também tenho medo de andar de carro, mas ali sei que a cena der para o
torto posso ter sorte ou azar.
Aqui dentro de a coisa der para o torto nada me resta senão rezar...(
ah espera nem isso)
Se não ouvirem falar de acidentes aéreos é porque chegámos bem e já
estamos refastelados ao sol.
Se correr mal estamos refastelados nas não sei onde.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

3 anos

3 anos de crescimento conjunto.
As palavras faltam-me e é impossível descrever a riqueza que trouxeste
à minha vida.
Amo-te, abraço-te, contemplo-te.
Parabéns filho!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quem consegue ser mais estúpido?

Nas últimas semanas muito se fala de um tal de Hélio que pôs o país a rir.
Que fez ele? Atingiu a “fama” por andar skate de forma estúpida e irresponsável, pondo em risco a vida dele e a das pessoas que podiam ter tido o azar de estar à hora errada no sítio errado.
O vídeo foi um sucesso no youtube e as televisões, os jornais, as rádios e o diabo a sete deram eco do feito, entrevistaram família, amigos, e todos riram muito. 
Eu interrogo-me se isto é normal e aceitável.
Que o vídeo seja um sucesso na Internet não há grande coisa a fazer quanto a isso. Que lhe sejam dadas honras nos noticiários em horário nobre da televisão já me choca.  
E não me venham cá dizer que porque o vídeo foi um fenómeno de visualizações a TV tem de dar o eco.
Badamerda com os ecos, porque há muita coisa boa a acontecer, muita coisa extraordinária (para o bom e para o mau) e eu não vejo isso na TV.
Coincidência ou não, passados uns dias desse boom do vídeo do skater, um jovem de 17 anos morre a "a tourear os carros no IC8".
A ideia seria fazer um vídeo para colocar na Internet.Vai na volta esse jovem também andava atrás da fama, das visualizações no youtube e de todas essas coisas importantes para o ser humano...
Podem dizer-me que os miúdos gostam do perigo e fazem coisas estúpidas, que sempre foi assim e sempre será. Eu aceito.
O que não aceito é que os media sejam irresponsáveis ao ponto de se rirem e de promoverem a estupidez emergente na sociedade. Uma estupidez perigosa e assassina.
E por isso sou obrigada a dizer que o medo é uma coisa que me assiste… e muito.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Breivik


Não há palavras suficiente más para descrever o que desejo para este Breivik. Mais ainda( se é que é possivel) desde que vi esta imagem.
É uma expressão absolutamente assustadora, fria, serena, de alguém que está convencido que o que fez foi bem feito, justo e necessário.
Arrepiante.
Nao sou ingénua e sei que como ele há muitos por aí, mais perto do que pensamos mas,
para o bem e para o mal, ainda não lhes conhecemos os rostos e as maldades que são capazes de fazer.

Roubei esta frase do blogue do PRD porque de facto é perfeita para descrever este maníaco.

“Uma ideia morta produz mais fanatismo do que uma ideia viva. Ou melhor, apenas a morta o produz. Pois os estúpidos, assim como os corvos, sentem apenas o cheiro das coisas mortas”.

Até ver...voltei

Quando comecei este blogue sempre soube que mais dia menos dia a coisa ia dar para o outro.
Por dar para o torto entenda-se que ia chegar um dia e eu ia perder a vontade de escrever. E assim foi.
Mas tal como se foi parece que agora voltou. A modos que minha gente estou de volta.
A partir de hoje declaro aberto o blogue para os devaneios que me vão tomando conta da mente. Conto com a vossa leitura atenta e assídua, porque gosto muito de saber o que vos vai na alma.
Até já.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do pai

Porque sem ti eu nada seria,
Porque sem ti o meu filho não existia,
Porque nunca me desiludiste,
Porque me deste o melhor presente da minha vida,
Porque sempre me ensinaste a amar e ser feliz,
Porque são a minha vida,
Porque vos amo mais que tudo,
Porque,porque,porque, ...
Feliz dia do pai aos dois!

terça-feira, 2 de março de 2010

A vida como ela é

“Confortavelmente” sentada no meu sofá olho para a televisão e fico chocada com o que se passa no mundo à minha volta.
Uma natureza em fúria espalha o caos por aqui e por ali sem que tenhamos tempo de limpar os cacos.
Esta é uma destruição que vai muito além de derrocadas, inundações e casas destruídas.
Assistimos ao sofrimento de milhares de pessoas cuja vida é virada de cabeça para baixo num piscar de olhos.
Vidas abruptamente interrompidas, palavras que ficam por dizer, vidas que ficam por viver, perdas e mais perdas.
Sentido para isto? Acredito que a natureza se cansou de nos dar sinais “ténues” de como a estamos a sobrecarregar a cada dia que passa. Se “todos” lidamos bem com o gelo que derrete porque não sentimos isso directamente, já nem “todos” lidam bem com o que anda por aí a acontecer. Será que se Copenhaga acontecesse agora os resultados iam ser mais frutuosos? Ainda assim duvido.
O que será preciso acontecer mais para o mundo perceber que é necessário mudar o nosso estilo de vida, os nossos consumos e abusos à natureza?
Por outro lado, enquanto assisto a tudo isto “confortavelmente” sentada no meu sofá perco a paciência com gente patética que se queixa por coisas insignificantes.
Não deixemos que a vida destas pessoas seja destruída em vão.
Aproveitemos para reaprender o valor das coisas, o valor da natureza, da solidariedade, da união e deixem-se de merdas.
A vida como ela é pode ser tudo e nada numa fracção de segundos.
A vida é agora.
Acorda!



foto:EPA/Lusa/Manuel de Almeida aqui