terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tomada de posição

Bem sei que nem sempre é fácil assumirmos uma posição clara e definida.
Essa dificuldade poderá dever-se a vários factores que agora nada importam para aqui. Mas reconheço que, de facto, às vezes as coisas estão ali entre a carne e o peixe, entre o preto e o branco…e fica difícil formalizar uma posição.
Mas se isto é verdade, também o é que outros momentos há em que essa tomada de posição é simples, básica e fácil e em que uma tomada de posição facilita bastante a vida daqueles que tem o azar/sorte de durante alguns minutos partilharem do nosso dia.
Ora então vejamos:
1 - Se anda na estrada para ver as belas paisagens que as estradas portuguesas nos oferecem que faixa de rodagem deve utilizar? A mais à direita possível, se quiser até poder parar na berma para tirar fotos.
2- Se a sua diversão na estrada é fazer treinos cronometrados com as lesmas da região que faixa deve utilizar? … ora nem mais, a faixa da direita.
3 – Se é uma pessoa felizarda e não sofre de tal coisa como a pressa, o stress, os horários para respeitar e gosta de apreciar tudo o que a auto-estrada tem de melhor, …faixa da direita.
Penso que estas são decisões bem fáceis de tomar e que facilitam a vida a vida a muita gente. Não é má vontade, mas há pessoas que têm mais pressa, que querem chegar ao destino um bocadinho mais rápido, só isso…

P.S:
Artigo 13.º

Posição de marcha
1 - O trânsito de veículos deve fazer-se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível das bermas ou passeios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes.
2 - Quando necessário, pode ser utilizado o lado esquerdo da faixa de rodagem para ultrapassar ou mudar de direcção.
3 - Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de 60 € a 300 €, salvo o disposto no número seguinte.
4 - Quem circular em sentido oposto ao legalmente estabelecido é sancionado com coima de 250 € a 1 250 €.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Parabéns!

Há um ano atrás foram estas as palavras que encontrei para te dar os parabéns.
Hoje ao relê-las sinto que pouco ou nada há a acrescentar.
Acresce sim mais um ano cheio de momentos de partilha, de risadas, de crescimento conjunto, de noites mal dormidas, mas também de encanto com o nosso filho, um ano cheio de vida...
Muitos parabéns pelos teus belos 31 anitos.
Acho que posso afirmar que se a vida te continuar a sorrir como até agora só tens motivos para estar feliz. Hoje e sempre…
Muitos parabéns!
Ti amo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dia dos namorados

Caso ainda não se tenham apercebido, o que acho difícil, domingo é dia dos namorados.
Aparentemente este dia incomoda muita gente e eu juro-vos que não consigo perceber porquê.
O que se ouve mais por aí são pessoas (com e sem namorado) a dizer coisas do género: “não ligo nada para o dia dos namorados”; “este dia é só um negócio”; “ desde quando é preciso de um dia marcado para namorar?” (bom garanto-vos que quanto a isto até vos podia contar uma coisa, mas acho melhor não…); “o dia dos namorados devia ser todos os dias”, e mais parvoíces do género (ah pode não parecer, mas eu até sou uma pessoa tolerante).
O que gostava de perguntar às pessoas que parecem ter traumas graves associados a este dia é o seguinte: qual a diferença entre este dia e o dia do pai, da mãe, da mulher, dos avós, natal e até o nosso próprio dia de aniversário?
Vejamos o argumento do negócio. Concordo.
Todos estes dias são um negócio, mas podemos recorrer aquela coisa que se chama liberdade e optar por fazer parte do negócio ou não. Ninguém nos empurra para as lojas. Não há nenhuma lei que nos obrigue a comprar presentes em todas estas datas comemorativas pois não?
Até o nosso dia de anos é um negócio. Neste caso não ligamos tanto porque é um negócio bom para nós e mau para os nossos amigos e família.
Os dias comemorativos não têm problema nenhum. O problema é nosso quando optamos por só ligar para as coisas nesse dia.
Um casal que gosta de viver o dia dos namorados e comprar toda uma artilharia de corações e flores para a sua cara-metade certamente que o faz com gosto e poderá ser, ou não, um gesto repetido várias vezes ao ano. Se o fazem ou não será sempre um problema de cada relação e nunca um problema de existir um dia que apenas assinala a união amorosa entre um casal.
Assim sendo desejo-vos a todos um bom dia dos namorados ou então não…

P.S – Sei que estou um bocado adiantada, mas é que no dia dos namorados vou estar ocupada num SPA com o meu namorado. Tenho de aproveitar porque depois só para o ano…Ai minha gente sejam felizes …

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

31 anos!

Parabéns a mim!
Das últimas vezes que a correria do dia-a-dia me deixou tempo para passar por aqui tenho dedicado palavras a alguém.
Hoje sou eu que estou de parabéns e dei por mim a pensar como seria pôr-me fora de mim e escrever sobre mim ou para mim.
Estranho? Talvez.
Decidi olhar para mim e analisar quem é esta menina, mulher, mãe, de 31 anos (não sei se ria se chore, ehehe!)
Se há coisa que a idade me tem trazido, e que sabe muito bem, é a noção cada vez mais forte de quem sou, do que me interessa, do que vale realmente a pena.
A idade traz essa segurança, confiança em nós próprios, serenidade.
Hoje ao olhar para mim vejo uma mulher encantada com o facto de ser mãe e, ao mesmo tempo, a tentar ser mais calma, relativizar preocupações, a tentar ser mais descontraída na maternidade (não tenho tido grande sucesso neste capítulo). Mas eu chego lá, ou não…
Quando penso o que gosto e o que não gosto é cada vez mais fácil enunciar uma lista sem hesitar.
Gosto de pessoas e gosto de as analisar.O ser humano fascina-me e adoro observá-lo, tentar compreender os seus comportamentos e atitudes.
Gosto da verdade, doa a quem doer. Não gosto de gente que não diz o que pensa e ainda menos de quem diz o que não pensa. Gosto de pessoas que não têm medo das palavras e nem de expor uma opinião, mesmo que essa vá contra a corrente.
Não gosto de pessoas que se movem por interesse ou para “ficar bem na fotografia”, e que depois reclamam sobre as suas próprias escolhas.
Não gosto de pessoas boazinhas. Gosto de pessoas boas.
Não gostos de obrigações, aquelas situações de “picar o ponto” numa festa ou num encontro familiar para “cumprir calendário” tiram-me do sério. A nível pessoal (porque profissionalmente a coisa pia diferente) só faço o que me apetece, só vou onde me apetece quando me apetece. Não faço fretes. Às vezes corro o risco de desiludir pessoas que gosto, mas ao menos todos sabem que quando estou, estou inteira e não a cumprir nenhuma "obrigação". E acredito que só desiludirei quem não me conhece bem.
Não gosto de pessimismo.
Não suporto que me façam esperar. A falta de pontualidade consegue despertar o pior que há em mim. É isso e a IC19, mas ambas estão intimamente ligadas de certa maneira…;)
Não gosto de brejeirice.
Não gosto de perder;) Nada mesmo…
Gosto de ter tudo sob controlo. Eheheh!
Não gosto que invadam o meu espaço. E as minhas fronteiras são muito curtas…
Não gosto de ser tão indecisa. Não gosto de chorar com tanta facilidade.
Gosto de dinheiro, mas não gosto de quem molda o seu comportamento a pensar nele.
Gosto de requinte, de boas maneiras, de elegância,
Gosto das coisas boas da vida que o dinheiro pode comprar. Embora acredite que as melhores coisas da vida são à borla, com dinheiro conseguem-se uns bons extras…
Gosto e orgulho-me da minha capacidade de ser uma boa amiga.
Não me orgulho de ser um pouco egoísta, mas tenho melhorado.
Gosto quando um olhar basta para que saibam o que quero dizer (até porque isto só acontece com pessoas que já por si adoro).
Para terminar, e porque a lista já vai extensa, fica talvez o que realmente mais que angustia: odeio não ter tempo para estar com as pessoas que amo.

P.S. Já me esquecia, mas também não gosto mesmo nada da minha falta de memória…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Escolhas

Não é normal tomarmos decisões pelas outras pessoas. Não é normal nem é correcto.
Mas é isso que os pais têm de fazer durante uma boa fase das nossas vidas.
Penso que todos nós, filhos, já sentimos os nossos desejos mal defendidos por essas escolhas. Às vezes é difícil consenso.
Hoje, eu, mãe, também tenho de tomar decisões pelo meu filho. Com apenas 18 meses nem sequer lhe posso perguntar o que ele pensa sobre a nossa decisão.
Mas nós acreditamos que estamos a fazer aquilo que é melhor para ele.
Mas esse facto não faz como que não tenhamos medo, ou dúvidas, ou mil e uma questões a tilintar nas nossas cabeças.
Começo a perceber que ser mãe e pai é isso mesmo, tomar as decisões que achamos melhores para o nosso filho, mesmo que fiquemos com o coração do tamanho de uma ervilha, e cheios de dúvidas…
Entregar o nosso bem mais precioso nas mãos de pessoas "quase" desconhecidas é algo que só quem é pai/mãe poderá entender.
Hoje acredito que a nossa decisão é o melhor para ele. Acho que se vai divertir, que vai gostar de brincar com os outros meninos, mas e se não for assim? E se ele ficar triste? Será que lhe vão fazer uma festinha e dizer que os pais estão quase a chegar? Quero acreditar que sim.
Ser mãe é uma coisa maravilhosa e eu estou a adorar. É uma prova de obstáculos sem meta à vista, mas que ao longo do caminho vou crescendo, aprendendo, amando muito e tornando-me uma pessoa mais consciente, uma pessoa melhor.
Ser mãe é isso tudo e muito mais.
Hoje ser mãe é estar aqui com o coração apertado, com mil pontos de interrogação na cabeça e a desejar que ele passe um dia divertido e feliz que o faça ter vontade de voltar amanhã.
Quanto a mim só desejo que este dia passe rápido para o poder ir buscar, ver o seu sorriso e perceber se está feliz.