sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do pai

Porque sem ti eu nada seria,
Porque sem ti o meu filho não existia,
Porque nunca me desiludiste,
Porque me deste o melhor presente da minha vida,
Porque sempre me ensinaste a amar e ser feliz,
Porque são a minha vida,
Porque vos amo mais que tudo,
Porque,porque,porque, ...
Feliz dia do pai aos dois!

terça-feira, 2 de março de 2010

A vida como ela é

“Confortavelmente” sentada no meu sofá olho para a televisão e fico chocada com o que se passa no mundo à minha volta.
Uma natureza em fúria espalha o caos por aqui e por ali sem que tenhamos tempo de limpar os cacos.
Esta é uma destruição que vai muito além de derrocadas, inundações e casas destruídas.
Assistimos ao sofrimento de milhares de pessoas cuja vida é virada de cabeça para baixo num piscar de olhos.
Vidas abruptamente interrompidas, palavras que ficam por dizer, vidas que ficam por viver, perdas e mais perdas.
Sentido para isto? Acredito que a natureza se cansou de nos dar sinais “ténues” de como a estamos a sobrecarregar a cada dia que passa. Se “todos” lidamos bem com o gelo que derrete porque não sentimos isso directamente, já nem “todos” lidam bem com o que anda por aí a acontecer. Será que se Copenhaga acontecesse agora os resultados iam ser mais frutuosos? Ainda assim duvido.
O que será preciso acontecer mais para o mundo perceber que é necessário mudar o nosso estilo de vida, os nossos consumos e abusos à natureza?
Por outro lado, enquanto assisto a tudo isto “confortavelmente” sentada no meu sofá perco a paciência com gente patética que se queixa por coisas insignificantes.
Não deixemos que a vida destas pessoas seja destruída em vão.
Aproveitemos para reaprender o valor das coisas, o valor da natureza, da solidariedade, da união e deixem-se de merdas.
A vida como ela é pode ser tudo e nada numa fracção de segundos.
A vida é agora.
Acorda!



foto:EPA/Lusa/Manuel de Almeida aqui

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tomada de posição

Bem sei que nem sempre é fácil assumirmos uma posição clara e definida.
Essa dificuldade poderá dever-se a vários factores que agora nada importam para aqui. Mas reconheço que, de facto, às vezes as coisas estão ali entre a carne e o peixe, entre o preto e o branco…e fica difícil formalizar uma posição.
Mas se isto é verdade, também o é que outros momentos há em que essa tomada de posição é simples, básica e fácil e em que uma tomada de posição facilita bastante a vida daqueles que tem o azar/sorte de durante alguns minutos partilharem do nosso dia.
Ora então vejamos:
1 - Se anda na estrada para ver as belas paisagens que as estradas portuguesas nos oferecem que faixa de rodagem deve utilizar? A mais à direita possível, se quiser até poder parar na berma para tirar fotos.
2- Se a sua diversão na estrada é fazer treinos cronometrados com as lesmas da região que faixa deve utilizar? … ora nem mais, a faixa da direita.
3 – Se é uma pessoa felizarda e não sofre de tal coisa como a pressa, o stress, os horários para respeitar e gosta de apreciar tudo o que a auto-estrada tem de melhor, …faixa da direita.
Penso que estas são decisões bem fáceis de tomar e que facilitam a vida a vida a muita gente. Não é má vontade, mas há pessoas que têm mais pressa, que querem chegar ao destino um bocadinho mais rápido, só isso…

P.S:
Artigo 13.º

Posição de marcha
1 - O trânsito de veículos deve fazer-se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível das bermas ou passeios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes.
2 - Quando necessário, pode ser utilizado o lado esquerdo da faixa de rodagem para ultrapassar ou mudar de direcção.
3 - Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de 60 € a 300 €, salvo o disposto no número seguinte.
4 - Quem circular em sentido oposto ao legalmente estabelecido é sancionado com coima de 250 € a 1 250 €.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Parabéns!

Há um ano atrás foram estas as palavras que encontrei para te dar os parabéns.
Hoje ao relê-las sinto que pouco ou nada há a acrescentar.
Acresce sim mais um ano cheio de momentos de partilha, de risadas, de crescimento conjunto, de noites mal dormidas, mas também de encanto com o nosso filho, um ano cheio de vida...
Muitos parabéns pelos teus belos 31 anitos.
Acho que posso afirmar que se a vida te continuar a sorrir como até agora só tens motivos para estar feliz. Hoje e sempre…
Muitos parabéns!
Ti amo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dia dos namorados

Caso ainda não se tenham apercebido, o que acho difícil, domingo é dia dos namorados.
Aparentemente este dia incomoda muita gente e eu juro-vos que não consigo perceber porquê.
O que se ouve mais por aí são pessoas (com e sem namorado) a dizer coisas do género: “não ligo nada para o dia dos namorados”; “este dia é só um negócio”; “ desde quando é preciso de um dia marcado para namorar?” (bom garanto-vos que quanto a isto até vos podia contar uma coisa, mas acho melhor não…); “o dia dos namorados devia ser todos os dias”, e mais parvoíces do género (ah pode não parecer, mas eu até sou uma pessoa tolerante).
O que gostava de perguntar às pessoas que parecem ter traumas graves associados a este dia é o seguinte: qual a diferença entre este dia e o dia do pai, da mãe, da mulher, dos avós, natal e até o nosso próprio dia de aniversário?
Vejamos o argumento do negócio. Concordo.
Todos estes dias são um negócio, mas podemos recorrer aquela coisa que se chama liberdade e optar por fazer parte do negócio ou não. Ninguém nos empurra para as lojas. Não há nenhuma lei que nos obrigue a comprar presentes em todas estas datas comemorativas pois não?
Até o nosso dia de anos é um negócio. Neste caso não ligamos tanto porque é um negócio bom para nós e mau para os nossos amigos e família.
Os dias comemorativos não têm problema nenhum. O problema é nosso quando optamos por só ligar para as coisas nesse dia.
Um casal que gosta de viver o dia dos namorados e comprar toda uma artilharia de corações e flores para a sua cara-metade certamente que o faz com gosto e poderá ser, ou não, um gesto repetido várias vezes ao ano. Se o fazem ou não será sempre um problema de cada relação e nunca um problema de existir um dia que apenas assinala a união amorosa entre um casal.
Assim sendo desejo-vos a todos um bom dia dos namorados ou então não…

P.S – Sei que estou um bocado adiantada, mas é que no dia dos namorados vou estar ocupada num SPA com o meu namorado. Tenho de aproveitar porque depois só para o ano…Ai minha gente sejam felizes …

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

31 anos!

Parabéns a mim!
Das últimas vezes que a correria do dia-a-dia me deixou tempo para passar por aqui tenho dedicado palavras a alguém.
Hoje sou eu que estou de parabéns e dei por mim a pensar como seria pôr-me fora de mim e escrever sobre mim ou para mim.
Estranho? Talvez.
Decidi olhar para mim e analisar quem é esta menina, mulher, mãe, de 31 anos (não sei se ria se chore, ehehe!)
Se há coisa que a idade me tem trazido, e que sabe muito bem, é a noção cada vez mais forte de quem sou, do que me interessa, do que vale realmente a pena.
A idade traz essa segurança, confiança em nós próprios, serenidade.
Hoje ao olhar para mim vejo uma mulher encantada com o facto de ser mãe e, ao mesmo tempo, a tentar ser mais calma, relativizar preocupações, a tentar ser mais descontraída na maternidade (não tenho tido grande sucesso neste capítulo). Mas eu chego lá, ou não…
Quando penso o que gosto e o que não gosto é cada vez mais fácil enunciar uma lista sem hesitar.
Gosto de pessoas e gosto de as analisar.O ser humano fascina-me e adoro observá-lo, tentar compreender os seus comportamentos e atitudes.
Gosto da verdade, doa a quem doer. Não gosto de gente que não diz o que pensa e ainda menos de quem diz o que não pensa. Gosto de pessoas que não têm medo das palavras e nem de expor uma opinião, mesmo que essa vá contra a corrente.
Não gosto de pessoas que se movem por interesse ou para “ficar bem na fotografia”, e que depois reclamam sobre as suas próprias escolhas.
Não gosto de pessoas boazinhas. Gosto de pessoas boas.
Não gostos de obrigações, aquelas situações de “picar o ponto” numa festa ou num encontro familiar para “cumprir calendário” tiram-me do sério. A nível pessoal (porque profissionalmente a coisa pia diferente) só faço o que me apetece, só vou onde me apetece quando me apetece. Não faço fretes. Às vezes corro o risco de desiludir pessoas que gosto, mas ao menos todos sabem que quando estou, estou inteira e não a cumprir nenhuma "obrigação". E acredito que só desiludirei quem não me conhece bem.
Não gosto de pessimismo.
Não suporto que me façam esperar. A falta de pontualidade consegue despertar o pior que há em mim. É isso e a IC19, mas ambas estão intimamente ligadas de certa maneira…;)
Não gosto de brejeirice.
Não gosto de perder;) Nada mesmo…
Gosto de ter tudo sob controlo. Eheheh!
Não gosto que invadam o meu espaço. E as minhas fronteiras são muito curtas…
Não gosto de ser tão indecisa. Não gosto de chorar com tanta facilidade.
Gosto de dinheiro, mas não gosto de quem molda o seu comportamento a pensar nele.
Gosto de requinte, de boas maneiras, de elegância,
Gosto das coisas boas da vida que o dinheiro pode comprar. Embora acredite que as melhores coisas da vida são à borla, com dinheiro conseguem-se uns bons extras…
Gosto e orgulho-me da minha capacidade de ser uma boa amiga.
Não me orgulho de ser um pouco egoísta, mas tenho melhorado.
Gosto quando um olhar basta para que saibam o que quero dizer (até porque isto só acontece com pessoas que já por si adoro).
Para terminar, e porque a lista já vai extensa, fica talvez o que realmente mais que angustia: odeio não ter tempo para estar com as pessoas que amo.

P.S. Já me esquecia, mas também não gosto mesmo nada da minha falta de memória…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Escolhas

Não é normal tomarmos decisões pelas outras pessoas. Não é normal nem é correcto.
Mas é isso que os pais têm de fazer durante uma boa fase das nossas vidas.
Penso que todos nós, filhos, já sentimos os nossos desejos mal defendidos por essas escolhas. Às vezes é difícil consenso.
Hoje, eu, mãe, também tenho de tomar decisões pelo meu filho. Com apenas 18 meses nem sequer lhe posso perguntar o que ele pensa sobre a nossa decisão.
Mas nós acreditamos que estamos a fazer aquilo que é melhor para ele.
Mas esse facto não faz como que não tenhamos medo, ou dúvidas, ou mil e uma questões a tilintar nas nossas cabeças.
Começo a perceber que ser mãe e pai é isso mesmo, tomar as decisões que achamos melhores para o nosso filho, mesmo que fiquemos com o coração do tamanho de uma ervilha, e cheios de dúvidas…
Entregar o nosso bem mais precioso nas mãos de pessoas "quase" desconhecidas é algo que só quem é pai/mãe poderá entender.
Hoje acredito que a nossa decisão é o melhor para ele. Acho que se vai divertir, que vai gostar de brincar com os outros meninos, mas e se não for assim? E se ele ficar triste? Será que lhe vão fazer uma festinha e dizer que os pais estão quase a chegar? Quero acreditar que sim.
Ser mãe é uma coisa maravilhosa e eu estou a adorar. É uma prova de obstáculos sem meta à vista, mas que ao longo do caminho vou crescendo, aprendendo, amando muito e tornando-me uma pessoa mais consciente, uma pessoa melhor.
Ser mãe é isso tudo e muito mais.
Hoje ser mãe é estar aqui com o coração apertado, com mil pontos de interrogação na cabeça e a desejar que ele passe um dia divertido e feliz que o faça ter vontade de voltar amanhã.
Quanto a mim só desejo que este dia passe rápido para o poder ir buscar, ver o seu sorriso e perceber se está feliz.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

20 anos!

Quando olho para trás não acredito que passou tanto tempo.
20 Anos é muito tempo caramba, muitos anos, muitos meses, semanas, dias, …
Não tenho a percepção da passagem do tempo. Mas ao mesmo tempo que não a tenho, olho para ti e vejo um homem onde, um dia, já vi um bebé.
Olho para trás e lembro-me da primeira vez que olhei para ti, aconchegado num berçário, acabado de chegar a este mundo e ainda sem saberes o que te esperava.
Na altura, eu, com apenas 11 anos também não sabia o que me esperava.
Eu não sabia que o meu amor por ti ia ser esta coisa enorme e incondicional.
Não é fácil colocar por palavras tudo o que te poderia dizer, mas o que é maravilhoso é eu saber que nem preciso de me esforçar muito por que tu já o sabes.
E sabes porque, mais do que dizer, sei que te tenho mostrado ao longo da vida o quanto te amo e o quanto és importante para mim. Sei que sabes que estou sempre presente e disponível. E assim será sempre.
Para mim ser irmãos é ser o que nós somos, não faz sentido ser de outra forma.
Ser irmã mais velha não é ser mãe, mas também não é ser (só) amiga.
Ser irmã é ser isso mesmo, irmã. Espero estar sempre à altura do meu “papel”.
Hoje olho para ti e desejo que continues a crescer e a tornar-te homem, cada vez mais responsável, mais completo e sempre feliz.
As tuas felicidades e tristezas serão sempre minhas também e também por isso espero rir muito mais do que chorar;-)
Parabéns Maninho! Amo-te muito!

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

Fernando Pessoa

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vai correr tudo bem.

"Vai correr tudo bem", dizemos frequentemente.
Dizemos para nós e dizemos para os outros.
Dizemos por acreditamos que assim será e porque, na maior parte das vezes e pelos mais variados motivos, nem queremos colocar a outra hipótese.
Mas lá bem no fundo sabemos que ela existe, com mais ou menos força, e isso deveria ser suficiente para nunca nos esquecermos que esta passagem que nos é concedida é para ser aproveitada ao máximo.

Mas eu sei e tu também sabes que vai correr tudo bem…

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Voltei!

Não tenho tido tempo para passar por aqui o que me dá uma certa pena confesso, mas é assim a vida.
Quando criei o blogue achei que me ia fartar rápido, mas de facto não foi isso que aconteceu. Escrevi, recebi mimos e gostei claro. Foi interessante perceber que aquilo que escrevi tocou as pessoas, as fez rir ou chorar. Mas apesar desse prazer não tenho de facto tido tempo para me debruçar sobre as palavras como gostaria. Tenho pensado muito e escrito muito pouco.
Agora que estamos num ano novo achei que era uma boa altura para voltar e tentar manter algum ritmo.
Neste tempo ausência aconteceu muita coisa interessante, mas não só. Vamos cá fazer uma revista aos últimos acontecimentos.
4º Casamento do ano. Pela primeira vez fui madrinha de alguma coisa. Não que isso me faça falta, não faz nenhuma mesmo, mas já que para tudo há uma primeira vez fico feliz de ter sido madrinha de um gajo grande e giro e de uma relação já com provas dadas de felicidade e com muito caminho pela frente. É bom poder assistir desde o início a esta história. Parabéns aos noivos! Estavam lindos e foi um dia muito bonito, apesar do frio que foi mais do que muito.
Natal. Este ano o Natal foi diferente. Em 30 anos foi a primeira vez que jantei sem os meus pais e manos no dia 24 (bem os manos não em 30, mas desde que são nascidos…). Foi um abalo emocional forte confesso-vos. Poder-me-ão dizer que é apenas mais uma noite, mais um jantar. Racionalmente até consigo concordar, mas as tradições e os hábitos criam raízes cá dentro que depois são tramadas de mudar.
Desde que casei sempre soube que este dia iria chegar, mas até aqui tínhamos conseguido manter-nos sempre juntos. Este ano não deu e doeu um bocadinho.
E nem foi tão mau como eu imaginava, mas isso tenho de agradecer ao meu filho. Com ele é praticamente impossível estar triste.
Ano novo. E pronto cá estamos nós em 2010. Uau! Que diferença.
Não tenho muita paciência para este espírito de ano novo, de promessas e desejos e sei lá mais o quê.
Percebo que façamos balanços, que tracemos metas, mas esta euforia de que com o novo ano é que vai ser dá-me alguns nervos.
Como vai ser o ano novo? Não quero dar uma de taróloga, até porque não me pagam para isso, mas sou capaz de apostar que este ano vai ter coisas boas e coisas más, vamos rir, mas também vamos chorar, vamos ganhar, mas também vamos perder, vamos ter sucessos, mas também fracassos, vamos ter certezas, mas também muitas dúvidas, …
Querem apostar?
A vida é uma coisa fantástica e cheia de surpresas, mas as premissas são sempre as mesmas.
Não gosto de balanços nem de planos a longuíssimo prazo. Acredito que mais importante do que os balanços anuais, são os balanços diários, semanais.
Importante é deitar a cabeça na almofada diariamente com a certeza de que não deixamos nada por dizer. Importante é não deixar de dizer o que gostamos e não gostamos e lutar diariamente para mudar o que nos incomoda. Se já isto não é fácil que dizer de planos anuais.
Um ano novo é um calendário novo, mais dias, mais semanas, mais feriados e fins-de-semana. O que fazemos dele só de nós depende.
Mais importante do que as milhentas mensagens de feliz ano novo que se enviam é pensar em formas reais de fazer com que este ano seja bom para nós e para aqueles que amamos.
De 2010 só peço um saldo positivo, porque perfeito já sei que não vai ser…