“Há dias em que não devia sair de casa.”
Ainda só são 9 da manhã e esta expressão já esteve na minha cabeça umas 50 vezes.
Eu nem sou pessoa de dizer palavrões, mas confesso que hoje já os disse todos, não oralmente, mas já me passou de tudo pela cabeça.
Mas o meu dia tem sido animado, senão reparem.
7 da manhã. Vou ao ginásio (a vontade era nenhuma, mas lá estava eu). Vou a vestir-me, não tinha meias, apesar de ter a certeza absoluta de as ter posto junto com a restante roupa, mas pronto…
Ora claro que fui treinar na mesma. Ninguém vai para o ginásio aquela hora para depois voltar para trás. Prometo não vos dar os ténis a cheirar…
Treinei. Vou tomar banho. A pressão do duche era mínima e eu já bufava porque para lavar o cabelo com aquela pressão é um filme.
Quando meto o shampoo estava a achar estranhar o facto de não fazer espuma nenhuma só me queixava da pressão da água, até que olho bem para o frasco e aquilo era amaciador. Amaciador este que eu nunca uso, ou seja, troquei mesmo o frasco no supermercado.
Conclusão, tinha o cabelo mal molhado e cheio de amaciador. Espectacular!
Não me restava mais nado do que usar o shampoo do ginásio, que eu detesto porque me deixa o cabelo todo cheio de nós, mas isso hoje não era problema, porque afinal de contas amaciador era coisa que não me faltava…
Quando achei que podia resignar-me a ter de usar aquilo e aproveitar o banho, eis que a senhora do duche ao lado empesta o balneário com os seus produtos com cheiro a essência de baunilha que eu tanto detesto.
Ora trata de tomar banho rápido antes de me vomitasse toda ali.
Visto-me. Felizmente não me faltava nenhuma peça de roupa.
Vou para o carro. Apanho todos os semáforos vermelhos da Alameda das Linhas Torres. Não escapou um.
Cheguei ao trabalho sã e salva, mas temo pelo que irá acontecer no decorrer do dia…
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O meu quarto!
Este sábado dormi em casa dos meus pais.
Desde que lá deixei de viver, há cerca de 4 anos, já lá dormi uma meia dúzia de vezes.
Vivi naquela casa desde os 13 anos, ali passei por fases fundamentais no meu crescimento e de todo o processo que fez de mim a pessoa que sou hoje.
Nunca senti urgência de lá sair.
Toda aquela casa, aquele espaço, que continuo a sentir como meu, é memória viva da minha vida e isso não tem, até agora, paralelo com nada.
Aquele é o espaço onde tenho mais vida vivida, onde sinto que as coisas têm todas um lugar, um espaço, um propósito, uma história.
Todas as semanas lá vou, mas nem sempre vou ao meu quarto.
Invariavelmente, sempre que lá entro a minha memória recupera uma série de sentimentos, histórias, um sem fim momentos lá vividos.
Este sábado não foi excepção. Quando fui dormir dei por mim, mais uma vez, a olhar à minha volta e a pensar em tudo o que já ali tinha passado.
A cama onde durante anos deitei os meus sonhos, as minhas dúvidas de adolescente, os meus medos, inseguranças, onde chorei desgostos terríveis (ou pelo menos assim os sentia na altura), onde dei gargalhadas sem fim com os meus irmãos, com amigos, tanta tanta coisa, recebe-me agora mulher, mãe, com outras dúvidas, medos e incertezas.
Agora a cama já não é só minha, o quarto já não é só meu. Divido-o com a família que construí. Para eles aquele espaço será apenas mais um espaço e o seu sono será certamente mais tranquilo que o meu quando lá estou.
Naquele quarto nunca me esqueço que a vida é cheia de pequenos momentos, pequenas conquistas.
Naquele quarto sei que nunca me faltará o colo dos meus pais e o abraço dos meus irmãos.
Naquele quarto nunca me esqueço de quem sou, de onde vim, como me tornei na mulher e mãe que sou hoje.
Adoro sentir que naquele quarto nunca estou sozinha mesmo que o esteja.
Desde que lá deixei de viver, há cerca de 4 anos, já lá dormi uma meia dúzia de vezes.
Vivi naquela casa desde os 13 anos, ali passei por fases fundamentais no meu crescimento e de todo o processo que fez de mim a pessoa que sou hoje.
Nunca senti urgência de lá sair.
Toda aquela casa, aquele espaço, que continuo a sentir como meu, é memória viva da minha vida e isso não tem, até agora, paralelo com nada.
Aquele é o espaço onde tenho mais vida vivida, onde sinto que as coisas têm todas um lugar, um espaço, um propósito, uma história.
Todas as semanas lá vou, mas nem sempre vou ao meu quarto.
Invariavelmente, sempre que lá entro a minha memória recupera uma série de sentimentos, histórias, um sem fim momentos lá vividos.
Este sábado não foi excepção. Quando fui dormir dei por mim, mais uma vez, a olhar à minha volta e a pensar em tudo o que já ali tinha passado.
A cama onde durante anos deitei os meus sonhos, as minhas dúvidas de adolescente, os meus medos, inseguranças, onde chorei desgostos terríveis (ou pelo menos assim os sentia na altura), onde dei gargalhadas sem fim com os meus irmãos, com amigos, tanta tanta coisa, recebe-me agora mulher, mãe, com outras dúvidas, medos e incertezas.
Agora a cama já não é só minha, o quarto já não é só meu. Divido-o com a família que construí. Para eles aquele espaço será apenas mais um espaço e o seu sono será certamente mais tranquilo que o meu quando lá estou.
Naquele quarto nunca me esqueço que a vida é cheia de pequenos momentos, pequenas conquistas.
Naquele quarto sei que nunca me faltará o colo dos meus pais e o abraço dos meus irmãos.
Naquele quarto nunca me esqueço de quem sou, de onde vim, como me tornei na mulher e mãe que sou hoje.
Adoro sentir que naquele quarto nunca estou sozinha mesmo que o esteja.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Um aparte.
Amigos, não sei porque carga d'água a área dos comentários aqui do blogue às vezes teima em não funcionar.
Já várias pessoas me disseram que não conseguem comentar, outros comentam e não aparece nada. Enfim.
Não sei porque é que isso acontece, mas peço-vos para escolherem a opção «Nome/Url». Assim não costuma falhar. No url não precisam de colocar nada.
Obrigada
Já várias pessoas me disseram que não conseguem comentar, outros comentam e não aparece nada. Enfim.
Não sei porque é que isso acontece, mas peço-vos para escolherem a opção «Nome/Url». Assim não costuma falhar. No url não precisam de colocar nada.
Obrigada
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Parabéns!
Hoje uma grande amiga está de parabéns. Trinta anos.
Uma amiga daquelas à seria, das quais tenho muito orgulho de ter.
Não me vou perder aqui em grandes discursos sentimentalões porque por ser uma amiga como é, já lhe disse tudo o que pensava sobre a sua pessoa e a importância que tem na minha vida. E aquilo que eventualmente possa não ter dito, sei que ela o sabe na mesma.
É a vantagem de ter amigas como ela, em que a entrega e a transparência é total. Acabam por ser pessoas que nos conhecem quase tão bem como nós próprios. Eu considero isso único e muito especial.
Amiga, para o bem e para o mal és uma inspiração, uma força da natureza.
Ela faz anos hoje, mas quem teve um presente fui eu: o seu convite de casamento.
Depois de tempos difíceis, com muitas dores, perdas irreparáveis, ansiedades e dúvidas, acredito que, em termos pessoais, esteja está a viver uma fase feliz e que, por isso, este dia possa ter uma importância extra.
Eu fico feliz também por ver um sonho dela a ser materializado e sei que Dezembro nos trará um dia muito bonito e cheio de alegria.
Amiga, muitos parabéns!
Tem sido um prazer ir trabalhando o nosso projecto. Espero que ele nunca esteja terminado…
«O amor por alguém não é um projecto acabado. É inconstância. Não é certeza de ninguém…»
(de alguém sempre presente…)
Uma amiga daquelas à seria, das quais tenho muito orgulho de ter.
Não me vou perder aqui em grandes discursos sentimentalões porque por ser uma amiga como é, já lhe disse tudo o que pensava sobre a sua pessoa e a importância que tem na minha vida. E aquilo que eventualmente possa não ter dito, sei que ela o sabe na mesma.
É a vantagem de ter amigas como ela, em que a entrega e a transparência é total. Acabam por ser pessoas que nos conhecem quase tão bem como nós próprios. Eu considero isso único e muito especial.
Amiga, para o bem e para o mal és uma inspiração, uma força da natureza.
Ela faz anos hoje, mas quem teve um presente fui eu: o seu convite de casamento.
Depois de tempos difíceis, com muitas dores, perdas irreparáveis, ansiedades e dúvidas, acredito que, em termos pessoais, esteja está a viver uma fase feliz e que, por isso, este dia possa ter uma importância extra.
Eu fico feliz também por ver um sonho dela a ser materializado e sei que Dezembro nos trará um dia muito bonito e cheio de alegria.
Amiga, muitos parabéns!
Tem sido um prazer ir trabalhando o nosso projecto. Espero que ele nunca esteja terminado…
«O amor por alguém não é um projecto acabado. É inconstância. Não é certeza de ninguém…»
(de alguém sempre presente…)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Pai!
O meu pai fez 55 anos sábado.
Há uns bons anos atrás quando a menina Vânia pensava nessa idade ela tinha um peso que hoje obviamente já não tem.
Hoje, com 30 anos, olho para o meu pai com 55 anos e vejo um jovem.
E não é só porque me convém dado que também já não sou uma menina...é mesmo por mérito dele.
Aos 55 anos está muito mais activo do que há uns anos atrás, faz coisas que não fazia e sente-se bem como nunca. É um jovem avô de 55 anos que me enche de orgulho.
Sim, porque definitivamente a juventude não se pode medir pelas rugas que temos na cara, mas sim pelas rugas que não temos dentro da nossa cabeça.
Para mim é maravilhoso poder assistir a este caminho e a única coisa que peço é que a vida me continue a presentear com toda a sua juventude durante muitos e bons anos.
Amo-te muito!
Há uns bons anos atrás quando a menina Vânia pensava nessa idade ela tinha um peso que hoje obviamente já não tem.
Hoje, com 30 anos, olho para o meu pai com 55 anos e vejo um jovem.
E não é só porque me convém dado que também já não sou uma menina...é mesmo por mérito dele.
Aos 55 anos está muito mais activo do que há uns anos atrás, faz coisas que não fazia e sente-se bem como nunca. É um jovem avô de 55 anos que me enche de orgulho.
Sim, porque definitivamente a juventude não se pode medir pelas rugas que temos na cara, mas sim pelas rugas que não temos dentro da nossa cabeça.
Para mim é maravilhoso poder assistir a este caminho e a única coisa que peço é que a vida me continue a presentear com toda a sua juventude durante muitos e bons anos.
Amo-te muito!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Mimo!
Bem as reacções foram tantas e tão boas que não podia deixar de agradecer a todos ( é que surpreendentemente foram mesmo muitos)os que me ligaram ou fizeram comentários simpáticos acerca do meu último post «Felicidade».
É sempre com surpresa, mas também com alegria, que me apercebo que os desabafos que vou escrevendo por aqui até são lidos e apreciados.
Muito obrigada e já agora façam o favor de ser muito felizes e de continuar a ler os meus devaneios.
Mimo - gesto ou expressão carinhosa com que se trata outrem; carinho, meiguice, delicadeza, presente delicado, geralmente inesperado, afago, carícia, coisa encantadora.
É sempre com surpresa, mas também com alegria, que me apercebo que os desabafos que vou escrevendo por aqui até são lidos e apreciados.
Muito obrigada e já agora façam o favor de ser muito felizes e de continuar a ler os meus devaneios.
Mimo - gesto ou expressão carinhosa com que se trata outrem; carinho, meiguice, delicadeza, presente delicado, geralmente inesperado, afago, carícia, coisa encantadora.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Felicidade
Há pessoas que não sabem ser felizes.
Há pessoas que fazem um esforço Herculeano para estar sempre no buraco, no escuro e, pior de tudo, não querem lá estar sozinhas.
Refiro-me aquelas pessoas que se em conversa calha de dizermos que está frio, é certinho que vão dizer: ah mas amanha vai estar muito pior...
Há pessoas que mais do que não saberem ser felizes têm medo de o ser ou pelo menos têm medo de dizer que são.
Porquê? Não sei. Convenhamos que não posso ter respostas para tudo...
De merdinhas fazem uma tempestade, algumas por pura ignorância, outras porque a vontade de criar um caso, uma história, uma situação complicada é mais forte que elas.
Ah tu viste o que ele fez? Ah tu viste o que ele disse? Certamente que sabem do que falo.
Às vezes interrogo-me se serei demasiado desligada ou então ingénua, mas na realidade acredito mesmo que não sou nada assim.
Simplesmente não perco tempo com pequenas coisas. Até mesmo entre amigos às vezes ouço coisas e tenho plena noção que se A disser que B disse aquilo vai dar molho, mas para quê?
Há coisas que são ditas porque há gente parva, gente simplesmente inconsequente ou até mesmo desbocados. Nem tudo o que se diz é pensado.
Recuso-me a ver maldade em tudo, a ver segundas intenções em tudo.
Não pensem com isto que vejo o mundo cheio de estrelas, príncipes e princesas. Nada disso.
Há gente má, parva, cínica, e o mundo onde vivemos está longe de ser perfeito, mas acredito mesmo que há pessoas que não sabem ser felizes.
Vivem no negativismo, alimentam-se dele e ficam quase que ofendidas com a felicidade alheia.
Só vos peço uma coisa, quando se depararem com uma pessoa assim é favor dar meia volta e deixá-la a falar sozinha. Acreditem que se lhe derem ouvidos durante mais do que alguns minutos ela vai ser capaz de vos por com a sensação de que andam a carregar o mundo às costas.
O mundo não é perfeito, o trânsito é uma praga, o salário podia ser melhor, falta-nos tempo, anda para aí uma gripe, a sogra é uma chata, aquela colega de trabalho até já comprava um bilhete de ida para Marte, e bla bla bla…
O mundo não é perfeito, eu também não, a minha vida também não, mas garanto-vos que sou mesmo muito feliz.
Há pessoas que fazem um esforço Herculeano para estar sempre no buraco, no escuro e, pior de tudo, não querem lá estar sozinhas.
Refiro-me aquelas pessoas que se em conversa calha de dizermos que está frio, é certinho que vão dizer: ah mas amanha vai estar muito pior...
Há pessoas que mais do que não saberem ser felizes têm medo de o ser ou pelo menos têm medo de dizer que são.
Porquê? Não sei. Convenhamos que não posso ter respostas para tudo...
De merdinhas fazem uma tempestade, algumas por pura ignorância, outras porque a vontade de criar um caso, uma história, uma situação complicada é mais forte que elas.
Ah tu viste o que ele fez? Ah tu viste o que ele disse? Certamente que sabem do que falo.
Às vezes interrogo-me se serei demasiado desligada ou então ingénua, mas na realidade acredito mesmo que não sou nada assim.
Simplesmente não perco tempo com pequenas coisas. Até mesmo entre amigos às vezes ouço coisas e tenho plena noção que se A disser que B disse aquilo vai dar molho, mas para quê?
Há coisas que são ditas porque há gente parva, gente simplesmente inconsequente ou até mesmo desbocados. Nem tudo o que se diz é pensado.
Recuso-me a ver maldade em tudo, a ver segundas intenções em tudo.
Não pensem com isto que vejo o mundo cheio de estrelas, príncipes e princesas. Nada disso.
Há gente má, parva, cínica, e o mundo onde vivemos está longe de ser perfeito, mas acredito mesmo que há pessoas que não sabem ser felizes.
Vivem no negativismo, alimentam-se dele e ficam quase que ofendidas com a felicidade alheia.
Só vos peço uma coisa, quando se depararem com uma pessoa assim é favor dar meia volta e deixá-la a falar sozinha. Acreditem que se lhe derem ouvidos durante mais do que alguns minutos ela vai ser capaz de vos por com a sensação de que andam a carregar o mundo às costas.
O mundo não é perfeito, o trânsito é uma praga, o salário podia ser melhor, falta-nos tempo, anda para aí uma gripe, a sogra é uma chata, aquela colega de trabalho até já comprava um bilhete de ida para Marte, e bla bla bla…
O mundo não é perfeito, eu também não, a minha vida também não, mas garanto-vos que sou mesmo muito feliz.
domingo, 8 de novembro de 2009
Será que devo adiar isto?
Ultimamente tenho ouvido muitas vezes, especialmente vindo do meu maridão, que eu sou viciada em adiar, que passo a vida a marcar coisas para depois, quando se está a aproximar a data, adiar.
Eu fui ouvindo, ouvindo e pensando, vai falando vai...;)
Mas no fundo sempre soube que ele tinha razão. Há um certo tipo de coisas, que nem vos consigo bem dizer quais, que o melhor que eu faço é mesmo não marcar. Porque por algum problema genético, digo eu, é certinho que vou ter vontade de desmarcar, ou desmarcar mesmo, dado que não tenho a mínima apetência para fazer fretes.
Há coisas que marco e desmarco e há outras que vou adiando e nunca mais marco.
Este sábado fui fazer umas análises que me foram mandadas fazer em Março...
Este sábado quis levantar um exame que tinha feito em Outubro de 2008...
No sábado passado fui fazer uma massagem que já tinha estado marcada para o início de Outubro e eu fui adiando ora porque estava sol, ora porque estava a chover.
Alguns de vocês devem estar a pensar que não posso adiar mais a ida ao psiquiatra ;)
Talvez tenham razão, ou talvez não seja preciso porque eu acho que já percebi porque gosto tanto de adiar.
É o poder.
Eu tenho tanta falta de ar e tanta aversão a que me condicionem, seja de que forma for, que a sensação de obrigação de ir fazer isto ou aquilo não me agrada. Assim e para provar que sou eu que mando, desmarco, e volto a desmarcar as vezes que bem me apetece. Sim, eu sei que algumas das coisas que desmarco fui que marquei logo desde o início e que por isso não é ninguém que me está a obrigar, mas que hei-de eu fazer? Até agora esta é a única explicação que me ocorre. Ou isto ou então já estou como hei-de ir.
Para as minhas amiguinhas ligadas aos astros já sei que devem estar a dizer que isto é do meu ascendente em gémeos, talvez sim ou … não….
Até me divirto com isto às vezes, mas é mesmo só às vezes.
Mas na verdade há coisas que temos de marcar com tanta antecedência que convenhamos...como é que eu, hoje, sou capaz de saber que daqui a uma semana, quinze dias, um mês, me vai apetecer fazer seja o que for?
Eu fui ouvindo, ouvindo e pensando, vai falando vai...;)
Mas no fundo sempre soube que ele tinha razão. Há um certo tipo de coisas, que nem vos consigo bem dizer quais, que o melhor que eu faço é mesmo não marcar. Porque por algum problema genético, digo eu, é certinho que vou ter vontade de desmarcar, ou desmarcar mesmo, dado que não tenho a mínima apetência para fazer fretes.
Há coisas que marco e desmarco e há outras que vou adiando e nunca mais marco.
Este sábado fui fazer umas análises que me foram mandadas fazer em Março...
Este sábado quis levantar um exame que tinha feito em Outubro de 2008...
No sábado passado fui fazer uma massagem que já tinha estado marcada para o início de Outubro e eu fui adiando ora porque estava sol, ora porque estava a chover.
Alguns de vocês devem estar a pensar que não posso adiar mais a ida ao psiquiatra ;)
Talvez tenham razão, ou talvez não seja preciso porque eu acho que já percebi porque gosto tanto de adiar.
É o poder.
Eu tenho tanta falta de ar e tanta aversão a que me condicionem, seja de que forma for, que a sensação de obrigação de ir fazer isto ou aquilo não me agrada. Assim e para provar que sou eu que mando, desmarco, e volto a desmarcar as vezes que bem me apetece. Sim, eu sei que algumas das coisas que desmarco fui que marquei logo desde o início e que por isso não é ninguém que me está a obrigar, mas que hei-de eu fazer? Até agora esta é a única explicação que me ocorre. Ou isto ou então já estou como hei-de ir.
Para as minhas amiguinhas ligadas aos astros já sei que devem estar a dizer que isto é do meu ascendente em gémeos, talvez sim ou … não….
Até me divirto com isto às vezes, mas é mesmo só às vezes.
Mas na verdade há coisas que temos de marcar com tanta antecedência que convenhamos...como é que eu, hoje, sou capaz de saber que daqui a uma semana, quinze dias, um mês, me vai apetecer fazer seja o que for?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Silêncio
O silêncio fascina-me.
Esse fascínio deve-se às inúmeras formas com a qual nos vai tocando ao longo dos dias.
Há silêncios ensurdecedores, cobardes, assustados, constrangedores, envergonhados, incómodos…
Mas também os há cúmplices, prudentes, respeitosos, sábios, apaixonados, cheios de musicalidade.
Todos fazem parte de nós, compõem o nosso dia-a-dia e, certamente, gostamos mais de uns do que de outros.
Silêncios cúmplices são os que mais me espicaçam.
Aquela sensação de partilhar com alguém um silêncio cheio de conteúdo, que dispensa qualquer tipo de palavra. Adoro.
E não falo daqueles silêncios em que a nossa cara feia dispensa explicações. Esses também existem, mas não são cúmplices, são mais “é melhor estar calada para não te mandar àquela parte…”
O que eu gosto mesmo são aqueles momentos em que, não tendo de abrir a boca, conseguimos dizer tudo à pessoa a quem permitimos compor o nosso silêncio. Em momentos assim a energia do silêncio é enorme e capaz de produzir a mais bela das sinfonias.
Não acredito que seja fácil atingir este nível de sintonia, mas tal como quase tudo na vida, é por ser difícil que dá tanto gozo.
São poucas as pessoas com quem consigo fazer do silêncio melodia, mas de cada vez que isso acontece são momentos perfeitos e, muitas vezes, seguidos de uma boa gargalhada. (Porque a bem da verdade a maior parte das vezes que usamos este “poder” de falar em silêncio é para dizer aquelas coisas que, naquele momento, não dá jeito dizer em voz alta…Vocês certamente sabem do que falo!)
Conseguir partilhar silêncios sem que tal nos incomode ou ensurdeça é para mim um sinal de amor!
O Silêncio
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
Esse fascínio deve-se às inúmeras formas com a qual nos vai tocando ao longo dos dias.
Há silêncios ensurdecedores, cobardes, assustados, constrangedores, envergonhados, incómodos…
Mas também os há cúmplices, prudentes, respeitosos, sábios, apaixonados, cheios de musicalidade.
Todos fazem parte de nós, compõem o nosso dia-a-dia e, certamente, gostamos mais de uns do que de outros.
Silêncios cúmplices são os que mais me espicaçam.
Aquela sensação de partilhar com alguém um silêncio cheio de conteúdo, que dispensa qualquer tipo de palavra. Adoro.
E não falo daqueles silêncios em que a nossa cara feia dispensa explicações. Esses também existem, mas não são cúmplices, são mais “é melhor estar calada para não te mandar àquela parte…”
O que eu gosto mesmo são aqueles momentos em que, não tendo de abrir a boca, conseguimos dizer tudo à pessoa a quem permitimos compor o nosso silêncio. Em momentos assim a energia do silêncio é enorme e capaz de produzir a mais bela das sinfonias.
Não acredito que seja fácil atingir este nível de sintonia, mas tal como quase tudo na vida, é por ser difícil que dá tanto gozo.
São poucas as pessoas com quem consigo fazer do silêncio melodia, mas de cada vez que isso acontece são momentos perfeitos e, muitas vezes, seguidos de uma boa gargalhada. (Porque a bem da verdade a maior parte das vezes que usamos este “poder” de falar em silêncio é para dizer aquelas coisas que, naquele momento, não dá jeito dizer em voz alta…Vocês certamente sabem do que falo!)
Conseguir partilhar silêncios sem que tal nos incomode ou ensurdeça é para mim um sinal de amor!
O Silêncio
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Maternidade
Sou mãe há sensivelmente 15 meses e paro muitas vezes para pensar como está a correr esta aventura.
Se estou à altura dos acontecimentos, se sou uma boa mãe, se estou a dar conta do recado se, se, se, …
Passado que está mais de um ano, posso dizer-vos que as primeiras semanas de Agosto/08 foram do caraças (perdoem-me a expressão), mas uso esta para não usar muitas outras pelas quais teria de pedir ainda mais desculpas.
E não me venham falar em magia ou amor à primeira vista, porque não vou nessa cantiga. Os primeiros dias em casa são duros e exigem uma grande ginástica e capacidade física e, sobretudo, mental…
Não é preciso ser muito inteligente para saber que, a partir do momento em que nos colocam o filho no colo, nada, nunca mais, será igual. E isto não tem nada de mágico… ou talvez até tenha, mas também tem muito de assustador e ainda a missa vai a metade.
Jamais esquecerei o momento em que pela primeira vez vi o meu filho.
Por muito que goste de palavras e as ache poderosas, não há nenhuma que defina o que uma mãe e um pai sentem naquele momento. É uma verdadeira overdose de sentimentos.
Mas ali naquele momento único eu não sabia o que estava para vir.
Ok, sabia que não ia dormir, que ia andar muito cansada, que podia vir a ter dores aqui e ali, mas o que ninguém me disse é que me ia tornar tão vulnerável e medrosa.
A nossa pessoa como a conhecíamos até ali muda, mas muda mesmo muito. Quer dizer, eu não posso falar por todas as mães do mundo, mas eu mudei mesmo muito.
Eu que adorava andar de avião, dei por mim de lágrima no olho na última viagem. E estava com ele ao colo. Sim, porque meter-me num avião sem ele acho que vai requerer bomba de oxigénio.
Notícia sobre acidentes, doenças e tudo o mais que envolva crianças ou suas mães pimba lá estou lavada em lágrimas.
Para os meus excelentíssimos amigos que estão a ler isto e a dizer que eu sempre fui chorona, acreditem que não é a mesma coisa.
Tenho medo do medo que sinto por uma série de coisas que antes não sentia. ( ai senhores!)
Tenho medo de lhe faltar, de não lhe chegar, de não o poder acompanhar, de não o poder guiar e, sobretudo, medo de não o ver crescer e tornar-se um grande homem, que um dia poderá vir a sentir tudo isto e muito mais.
Ser mãe é maravilhoso e eu adoro esta condição, mas garanto-vos que voltar a ser aquela «mariquinhas pé de salsa» dos tempos da escolinha não é a melhor coisa do mundo.
Mas pronto, acho que faz tudo parte do pacote…
Amo-te mais do que algum dia poderás imaginar.
E amo-te também a ti que me aturas e acalmas todos os medos.
Obrigada!
Se estou à altura dos acontecimentos, se sou uma boa mãe, se estou a dar conta do recado se, se, se, …
Passado que está mais de um ano, posso dizer-vos que as primeiras semanas de Agosto/08 foram do caraças (perdoem-me a expressão), mas uso esta para não usar muitas outras pelas quais teria de pedir ainda mais desculpas.
E não me venham falar em magia ou amor à primeira vista, porque não vou nessa cantiga. Os primeiros dias em casa são duros e exigem uma grande ginástica e capacidade física e, sobretudo, mental…
Não é preciso ser muito inteligente para saber que, a partir do momento em que nos colocam o filho no colo, nada, nunca mais, será igual. E isto não tem nada de mágico… ou talvez até tenha, mas também tem muito de assustador e ainda a missa vai a metade.
Jamais esquecerei o momento em que pela primeira vez vi o meu filho.
Por muito que goste de palavras e as ache poderosas, não há nenhuma que defina o que uma mãe e um pai sentem naquele momento. É uma verdadeira overdose de sentimentos.
Mas ali naquele momento único eu não sabia o que estava para vir.
Ok, sabia que não ia dormir, que ia andar muito cansada, que podia vir a ter dores aqui e ali, mas o que ninguém me disse é que me ia tornar tão vulnerável e medrosa.
A nossa pessoa como a conhecíamos até ali muda, mas muda mesmo muito. Quer dizer, eu não posso falar por todas as mães do mundo, mas eu mudei mesmo muito.
Eu que adorava andar de avião, dei por mim de lágrima no olho na última viagem. E estava com ele ao colo. Sim, porque meter-me num avião sem ele acho que vai requerer bomba de oxigénio.
Notícia sobre acidentes, doenças e tudo o mais que envolva crianças ou suas mães pimba lá estou lavada em lágrimas.
Para os meus excelentíssimos amigos que estão a ler isto e a dizer que eu sempre fui chorona, acreditem que não é a mesma coisa.
Tenho medo do medo que sinto por uma série de coisas que antes não sentia. ( ai senhores!)
Tenho medo de lhe faltar, de não lhe chegar, de não o poder acompanhar, de não o poder guiar e, sobretudo, medo de não o ver crescer e tornar-se um grande homem, que um dia poderá vir a sentir tudo isto e muito mais.
Ser mãe é maravilhoso e eu adoro esta condição, mas garanto-vos que voltar a ser aquela «mariquinhas pé de salsa» dos tempos da escolinha não é a melhor coisa do mundo.
Mas pronto, acho que faz tudo parte do pacote…
Amo-te mais do que algum dia poderás imaginar.
E amo-te também a ti que me aturas e acalmas todos os medos.
Obrigada!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Início de dia animado
7h30 da manhã.
IC19, 2.ª Circular e arredores.
Hora de ponta.
Estes são os ingredientes base para a receita de um «início de dia animado».
Para acrescentar à base tem várias opções segundo o gosto de cada um:
Se quer uma receita divertida, acrescente um cartaz que o adverte para
«Tráfego intenso. Modere velocidade» …
Se gosta de receitas bem temperadas, pode colocar também um pouco de “pó de arroz”. Não tem no carro, não faz mal, pode pedir à senhora do carro atrás de si que se está maquilhar.
Mas se o seu género é mais receitas literárias terá de perguntar ao senhor do carro do lado se não se importa de partilhar consigo um excerto do livro que vai a ler.
Para tornar a receita ainda mais apetitosa tem outras hipóteses válidas: se quer fazer a receita crescer, terá de deixar de ceder passagem a, pelo menos, 4 carros.
Ouvi dizer que isso faz crescer coisas, sobretudo se é do sexo masculino…Se for do sexo feminino acho que não cresce nada, mas que aumenta a sensação de bem-estar o que também não é mau.
Para a receita ficar bonita evite manobras complicadas como o estacionamento por exemplo. Opte por parar em segunda fila ainda que assim atrapalhe a vida aos que vêm atrás de si. Tudo em prol da sua receita.
Por último, mas muito importante, evite ao máximo usar os piscas.
É que isso elimina o factor surpresa. E não há nada melhor para um «início de dia animado» do que uma boa surpresa.
P.S: Saliento que a qualquer momento no decorrer desta receita pode agarrar no telemóvel e ligar a alguém a pedir ajuda ou simplesmente para lhe dar os bons dias, mas só o faça se não tiver auricular, porque isso é para meninos…
Civismo - nome masculino; dedicação pelo interesse público; comportamento demonstrativo de respeito pelos valores da sociedade e pelas suas instituições
IC19, 2.ª Circular e arredores.
Hora de ponta.
Estes são os ingredientes base para a receita de um «início de dia animado».
Para acrescentar à base tem várias opções segundo o gosto de cada um:
Se quer uma receita divertida, acrescente um cartaz que o adverte para
«Tráfego intenso. Modere velocidade» …
Se gosta de receitas bem temperadas, pode colocar também um pouco de “pó de arroz”. Não tem no carro, não faz mal, pode pedir à senhora do carro atrás de si que se está maquilhar.
Mas se o seu género é mais receitas literárias terá de perguntar ao senhor do carro do lado se não se importa de partilhar consigo um excerto do livro que vai a ler.
Para tornar a receita ainda mais apetitosa tem outras hipóteses válidas: se quer fazer a receita crescer, terá de deixar de ceder passagem a, pelo menos, 4 carros.
Ouvi dizer que isso faz crescer coisas, sobretudo se é do sexo masculino…Se for do sexo feminino acho que não cresce nada, mas que aumenta a sensação de bem-estar o que também não é mau.
Para a receita ficar bonita evite manobras complicadas como o estacionamento por exemplo. Opte por parar em segunda fila ainda que assim atrapalhe a vida aos que vêm atrás de si. Tudo em prol da sua receita.
Por último, mas muito importante, evite ao máximo usar os piscas.
É que isso elimina o factor surpresa. E não há nada melhor para um «início de dia animado» do que uma boa surpresa.
P.S: Saliento que a qualquer momento no decorrer desta receita pode agarrar no telemóvel e ligar a alguém a pedir ajuda ou simplesmente para lhe dar os bons dias, mas só o faça se não tiver auricular, porque isso é para meninos…
Civismo - nome masculino; dedicação pelo interesse público; comportamento demonstrativo de respeito pelos valores da sociedade e pelas suas instituições
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Coisas simples...
Este fim-de-semana não começou da melhor maneira.
Já andava cansada de uma semana a dormir mal, uma vez que o piolho lá de casa achou que já andava a dormir a noite toda há demasiado tempo e então era necessário mudar para que não ficássemos mal habituados…
Sexta-feira, final da tarde, dentista, um sacana de um dente que teimava em não se recuperar teve de sair. A minha dentista é óptima, mas ainda assim não tem a capacidade de fazer com o que extrair um dente seja igual a ir a um SPA. Chego a casa, cansada, com dores e com tudo o que é habitual ter para fazer em casa.
Noite de sexta, mais uma muito mal dormida.
Sábado de manhã – Acordo, ou talvez seja melhor dizer, levanto-me, completamente exausta e tenho de ir para o ginásio pois tinha um treino marcado e já não dava para desmarcar. Parecia um zombie. Sábado à tarde apercebo-me que estava no meu limite e que precisava de descansar à séria. Tomo duas decisões que me desagradaram: cancelei um jantar de aniversário de amigo (só não te peço desculpa mais uma vez, porque gozaste comigo naquela foto;)) e decido deixar o piolho a dormir com os meus pais (vocês sabem bem que para uma mãe galinha como eu, isto é o fim da linha). Sábado à noite o fim-de-semana começou a dar sinais de melhoria e conseguimos finalmente ter uma noite de sono normal, domingo acordo nova e cheia de saudades do piolho.
O Domingo ficou ainda marcado por uma espectacular tarde com os amigos, aqueles amigos de sempre. Um simples lanche de domingo à tarde, com muitas gargalhadas e parvoíces à mistura, tão bom!
Infelizmente nem tudo se consegue traduzir em palavras, mas há coisas tão simples, mas tão simples e que nos fazem tão bem.
Durante aquela tarde voltei a perceber o quão parvos somos, às vezes, por deixar o tempo passar demasiado sem fazer estas coisas simples. Porque acredito mesmo que aquilo que nós somos juntos não é comum, não se consegue do dia para a noite. E eu própria deixo o tempo passar demasiado. E o tempo passa, passa, e passam também oportunidades de viver a felicidade destas coisas simples.
Conseguimos ser amigos ser estar juntos a toda a hora? Claro que sim. E disso não há dúvidas. Mas só juntos conseguimos rir daquela maneira e produzir aquela energia positiva. Aquela tarde foi uma peça fundamental para concluir o meu fim-de-semana em grande.
Pessoal muito obrigada pelo que me fizeram sentir ontem por estarmos juntos num simples lanche de domingo.
À anfitriã do lanche um obrigada ainda maior. Já tinha saudades e foi bom rir contigo novamente. A tua generosidade tocou-me…
E agora aqui estou pronta para começar mais uma semana e feliz porque tudo está bem quanto acaba com amigos.
Já andava cansada de uma semana a dormir mal, uma vez que o piolho lá de casa achou que já andava a dormir a noite toda há demasiado tempo e então era necessário mudar para que não ficássemos mal habituados…
Sexta-feira, final da tarde, dentista, um sacana de um dente que teimava em não se recuperar teve de sair. A minha dentista é óptima, mas ainda assim não tem a capacidade de fazer com o que extrair um dente seja igual a ir a um SPA. Chego a casa, cansada, com dores e com tudo o que é habitual ter para fazer em casa.
Noite de sexta, mais uma muito mal dormida.
Sábado de manhã – Acordo, ou talvez seja melhor dizer, levanto-me, completamente exausta e tenho de ir para o ginásio pois tinha um treino marcado e já não dava para desmarcar. Parecia um zombie. Sábado à tarde apercebo-me que estava no meu limite e que precisava de descansar à séria. Tomo duas decisões que me desagradaram: cancelei um jantar de aniversário de amigo (só não te peço desculpa mais uma vez, porque gozaste comigo naquela foto;)) e decido deixar o piolho a dormir com os meus pais (vocês sabem bem que para uma mãe galinha como eu, isto é o fim da linha). Sábado à noite o fim-de-semana começou a dar sinais de melhoria e conseguimos finalmente ter uma noite de sono normal, domingo acordo nova e cheia de saudades do piolho.
O Domingo ficou ainda marcado por uma espectacular tarde com os amigos, aqueles amigos de sempre. Um simples lanche de domingo à tarde, com muitas gargalhadas e parvoíces à mistura, tão bom!
Infelizmente nem tudo se consegue traduzir em palavras, mas há coisas tão simples, mas tão simples e que nos fazem tão bem.
Durante aquela tarde voltei a perceber o quão parvos somos, às vezes, por deixar o tempo passar demasiado sem fazer estas coisas simples. Porque acredito mesmo que aquilo que nós somos juntos não é comum, não se consegue do dia para a noite. E eu própria deixo o tempo passar demasiado. E o tempo passa, passa, e passam também oportunidades de viver a felicidade destas coisas simples.
Conseguimos ser amigos ser estar juntos a toda a hora? Claro que sim. E disso não há dúvidas. Mas só juntos conseguimos rir daquela maneira e produzir aquela energia positiva. Aquela tarde foi uma peça fundamental para concluir o meu fim-de-semana em grande.
Pessoal muito obrigada pelo que me fizeram sentir ontem por estarmos juntos num simples lanche de domingo.
À anfitriã do lanche um obrigada ainda maior. Já tinha saudades e foi bom rir contigo novamente. A tua generosidade tocou-me…
E agora aqui estou pronta para começar mais uma semana e feliz porque tudo está bem quanto acaba com amigos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
As melgas
Sosseguem todos aqueles que ficaram chocados com o post das beatas voadoras.
Hoje não vou dar às melgas nada que elas já não tenham.
Até porque, verdade, verdade, a minha vontade era que elas nem sequer existissem.
Não vos venho falar do mosquito, mas sim das pessoas maçadoras, essas melgas que picam bem mais do que as outras, verdadeiros pica-miolos.
Tenho consciência de que sou uma pessoa reservada, mas essa minha reserva não faz de mim inacessível, nem antipática, apenas sou zelosa do meu espaço e não gosto mesmo nada de o sentir invadido.
Devemos ser simpáticos para as pessoas, pelo menos foi isso que os meus pais me ensinaram. Mas anda por aí muito boa gente que acha que um sorriso, um gesto simpático, é uma via verde para o meu espaço. Erro crasso!
Daí dei por mim a catalogar melgas (juro-vos que não ando com nenhum problema com os insectos…)
Assim conheço a melga tecnológica – aquela que ao fim de umas horas de conhecimento já nos está a enviar convites para o MSN, Facebook e afins e a achar que é nosso amigo de infância. Que fazer? Ignorar. Provavelmente irão insistir, porque nunca lhes vai passar pela cabeça que os estamos a ignorar, mas sim que está a ocorrer algum problema nas comunicações…
Melgas afiliadas – aquelas que lá porque são amigas de um amigo/a nosso, acham que, automaticamente, são nossas também. Aposto que sabem do que falo…
O que lhes fazer? Não sei e aceito sugestões, mas podemos sempre usar a já celebrizada questão:”olha lá, mas eu andei contigo na escola ou quê?”. Mas é preciso ter cuidado com esta variante uma vez que, como são amigos de um amigo nosso, podemos criar aqui algum desconforto.
Melga cola – Esta característica está patente em todos os tipos de melga anteriores e define-se como aquela pessoa que não nos larga, que nos persegue para todos o lado, com ou sem convite, que nos convida para tudo e mais alguma coisa e, geralmente, sem qualquer sentido de oportunidade. Aliás a melga cola não sabe sequer que raio isso significa.
Por isso, melguinhas amigas, não vale a pena insistir, não é assim que se fazem amigos, e, muito menos, é assim que se sabem novidades, até porque a malta não é burra de todo…
Privacidade, nome feminino, ambiente afastado da vida pública ou social, ambiente de recato e sossego; intimidade (Do ing. privacy, «id.» +-i-+-dade)
Hoje não vou dar às melgas nada que elas já não tenham.
Até porque, verdade, verdade, a minha vontade era que elas nem sequer existissem.
Não vos venho falar do mosquito, mas sim das pessoas maçadoras, essas melgas que picam bem mais do que as outras, verdadeiros pica-miolos.
Tenho consciência de que sou uma pessoa reservada, mas essa minha reserva não faz de mim inacessível, nem antipática, apenas sou zelosa do meu espaço e não gosto mesmo nada de o sentir invadido.
Devemos ser simpáticos para as pessoas, pelo menos foi isso que os meus pais me ensinaram. Mas anda por aí muito boa gente que acha que um sorriso, um gesto simpático, é uma via verde para o meu espaço. Erro crasso!
Daí dei por mim a catalogar melgas (juro-vos que não ando com nenhum problema com os insectos…)
Assim conheço a melga tecnológica – aquela que ao fim de umas horas de conhecimento já nos está a enviar convites para o MSN, Facebook e afins e a achar que é nosso amigo de infância. Que fazer? Ignorar. Provavelmente irão insistir, porque nunca lhes vai passar pela cabeça que os estamos a ignorar, mas sim que está a ocorrer algum problema nas comunicações…
Melgas afiliadas – aquelas que lá porque são amigas de um amigo/a nosso, acham que, automaticamente, são nossas também. Aposto que sabem do que falo…
O que lhes fazer? Não sei e aceito sugestões, mas podemos sempre usar a já celebrizada questão:”olha lá, mas eu andei contigo na escola ou quê?”. Mas é preciso ter cuidado com esta variante uma vez que, como são amigos de um amigo nosso, podemos criar aqui algum desconforto.
Melga cola – Esta característica está patente em todos os tipos de melga anteriores e define-se como aquela pessoa que não nos larga, que nos persegue para todos o lado, com ou sem convite, que nos convida para tudo e mais alguma coisa e, geralmente, sem qualquer sentido de oportunidade. Aliás a melga cola não sabe sequer que raio isso significa.
Por isso, melguinhas amigas, não vale a pena insistir, não é assim que se fazem amigos, e, muito menos, é assim que se sabem novidades, até porque a malta não é burra de todo…
Privacidade, nome feminino, ambiente afastado da vida pública ou social, ambiente de recato e sossego; intimidade (Do ing. privacy, «id.» +-i-+-dade)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Saramago e a Bíblia
Nos últimos dias não sei que me tem cansado mais, se a música do anúncio do Pingo Doce ou todo o barulho feito à volta das declarações do Saramago e do seu novo livro.
Por mais estranho que vos possa parecer estas duas questões não são assim tão díspares.
Ora o anúncio com a música mais irritante de todos os tempos, pode ser chato sim senhor, mas andamos ou não com a marca na cabeça?
Quanto ao Saramago, querem melhor campanha de publicidade para um livro do que esta? O livro está à venda há meia dúzia de dias e já meio Portugal o leu, isto a ver pela quantidade de gente que anda para aí a opinar sobre e a tecer as mais variadas criticas. Ou leram ou andam a falar sem o ter lido…Será???
O Tuga gosta de polémica e o Saramago, que já não vai para novo, sabe-o bem.
Quanto ao conteúdo do livro não posso opinar, porque ao contrário da maioria dos portugueses, não li nem tenho vontade de ler, mas posso opinar sobre o que se tem dito por aí.
Ora bem o senhor teve umas declarações desagradáveis sobre a Bíblia e depois? É a opinião dele. Vai tirar a fé a alguém? Vai mudar o conteúdo da Bíblia?
Mais, será que ele vai entrar pelas nossas casas e obrigar-nos a ler o livro ou a deitar fora as Bíblias?
Já estou a imaginar uma conversa entre o Sr. Joaquim e a Dona Gertrudes:
- Gertrudes o Saramago disse que a Bíblia «é um manual de maus costumes e um catálogo de crueldades».
- Quem?
- O Saramago, o velho que ganhou o Nobel.
- A sério? Ele disse isso?
- Ah pois é. Temos de esconder a Bíblia do Joãozinho que deve ser por isso que ele anda sempre a pancada na escola. Já não é a primeira vez que o apanho a lê-la.
- Sacana do miúdo. Sabem-na toda…
Quem é que sai abalado desta “difamação”? Para mim ninguém. O Saramago é o que é e nada vai mudar isso, a Bíblia é o que é e nada a vai mudar também.
Há quem goste de Saramago e da Bíblia. Há quem goste mais de um do que outro. E tudo ficará exactamente na mesma.
Com esta “novela” Saramago e igreja vão estar uns dias na ribalta, ambos ganharam uns pontinhos extra de visibilidade, mas isto é só até o Sócrates anunciar o governo…
Depois amiguinhos ou arranjam outra polémica ou o Sócrates vai ganhar esta batalha com alguma facilidade quer-me parecer. Até porque ele também tem jeitinho para manuais de maus costumes e crueldades…
P.S – Espero que ninguém me queira expatriar por estas palavras, mas se quiserem que seja para um sítio quentinho, com boas praias e gente arejada.
Por mais estranho que vos possa parecer estas duas questões não são assim tão díspares.
Ora o anúncio com a música mais irritante de todos os tempos, pode ser chato sim senhor, mas andamos ou não com a marca na cabeça?
Quanto ao Saramago, querem melhor campanha de publicidade para um livro do que esta? O livro está à venda há meia dúzia de dias e já meio Portugal o leu, isto a ver pela quantidade de gente que anda para aí a opinar sobre e a tecer as mais variadas criticas. Ou leram ou andam a falar sem o ter lido…Será???
O Tuga gosta de polémica e o Saramago, que já não vai para novo, sabe-o bem.
Quanto ao conteúdo do livro não posso opinar, porque ao contrário da maioria dos portugueses, não li nem tenho vontade de ler, mas posso opinar sobre o que se tem dito por aí.
Ora bem o senhor teve umas declarações desagradáveis sobre a Bíblia e depois? É a opinião dele. Vai tirar a fé a alguém? Vai mudar o conteúdo da Bíblia?
Mais, será que ele vai entrar pelas nossas casas e obrigar-nos a ler o livro ou a deitar fora as Bíblias?
Já estou a imaginar uma conversa entre o Sr. Joaquim e a Dona Gertrudes:
- Gertrudes o Saramago disse que a Bíblia «é um manual de maus costumes e um catálogo de crueldades».
- Quem?
- O Saramago, o velho que ganhou o Nobel.
- A sério? Ele disse isso?
- Ah pois é. Temos de esconder a Bíblia do Joãozinho que deve ser por isso que ele anda sempre a pancada na escola. Já não é a primeira vez que o apanho a lê-la.
- Sacana do miúdo. Sabem-na toda…
Quem é que sai abalado desta “difamação”? Para mim ninguém. O Saramago é o que é e nada vai mudar isso, a Bíblia é o que é e nada a vai mudar também.
Há quem goste de Saramago e da Bíblia. Há quem goste mais de um do que outro. E tudo ficará exactamente na mesma.
Com esta “novela” Saramago e igreja vão estar uns dias na ribalta, ambos ganharam uns pontinhos extra de visibilidade, mas isto é só até o Sócrates anunciar o governo…
Depois amiguinhos ou arranjam outra polémica ou o Sócrates vai ganhar esta batalha com alguma facilidade quer-me parecer. Até porque ele também tem jeitinho para manuais de maus costumes e crueldades…
P.S – Espero que ninguém me queira expatriar por estas palavras, mas se quiserem que seja para um sítio quentinho, com boas praias e gente arejada.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Se as beatas voassem...
Já pensaram como seria o mundo se as beatas voassem?
Não, não estou a falar das beatas de igreja, essa reflexão poderá ficar para outro dia.
As beatas a que me refiro são mesmo as dos cigarros. Dei por mim a pensar que gostava que elas voassem…
Imaginar a possibilidade de ver milhares de beatas a voar pelas nossas cidades é um bocadinho assustador, eu sei, mas ao mesmo tempo dá-me um certo gozo sabem porquê?
Porque segundo um estudo (há estudos para tudo, portanto certamente também posso inventar este agora, até porque me dá jeito para o encadeamento do post) as beatas são “criaturas” muito afectivas e sensíveis.
Assim sendo não devem gostar de ser atiradas para o chão, deixadas no areal da praia, jogadas pelas janelas do carro, entre outros maus-tratos a que costumamos assistir.
Ora bem, se elas pudessem voar, certamente iriam perseguir os seus amigos fumadores que, menosprezando o seu valor e os seus sentimentos, as atiram para o chão quando retiram delas tudo o que lhes interessa. E só deixavam de os perseguir quando estes as colocassem no lixo.
A relação de alguns fumadores com as beatas é profundamente interesseira e egoísta. Compram o tabaco, acolhem o maço no bolso, dão-lhe miminhos, agarram o cigarro, dão-lhe beijinhos, mas quando percebem que dali já não levam mais nada, chão com as beatas. Isto não é correcto. Coitadinhas das beatas….
Conheço muitos fumadores que têm algum carinho com as suas beatas e só as abandonam num caixote do lixo, onde elas se sentem mais quentinhas e acompanhadas.
Isto é que é bonito. As beatas merecem esta atenção.
Mas por mais estranho que vos possa parecer não consigo deixar de pensar como seria divertido vê-las a voar atrás de todos aqueles que as mandam para o chão.
Se eu pudesse concedia asas às beatas…
Não, não estou a falar das beatas de igreja, essa reflexão poderá ficar para outro dia.
As beatas a que me refiro são mesmo as dos cigarros. Dei por mim a pensar que gostava que elas voassem…
Imaginar a possibilidade de ver milhares de beatas a voar pelas nossas cidades é um bocadinho assustador, eu sei, mas ao mesmo tempo dá-me um certo gozo sabem porquê?
Porque segundo um estudo (há estudos para tudo, portanto certamente também posso inventar este agora, até porque me dá jeito para o encadeamento do post) as beatas são “criaturas” muito afectivas e sensíveis.
Assim sendo não devem gostar de ser atiradas para o chão, deixadas no areal da praia, jogadas pelas janelas do carro, entre outros maus-tratos a que costumamos assistir.
Ora bem, se elas pudessem voar, certamente iriam perseguir os seus amigos fumadores que, menosprezando o seu valor e os seus sentimentos, as atiram para o chão quando retiram delas tudo o que lhes interessa. E só deixavam de os perseguir quando estes as colocassem no lixo.
A relação de alguns fumadores com as beatas é profundamente interesseira e egoísta. Compram o tabaco, acolhem o maço no bolso, dão-lhe miminhos, agarram o cigarro, dão-lhe beijinhos, mas quando percebem que dali já não levam mais nada, chão com as beatas. Isto não é correcto. Coitadinhas das beatas….
Conheço muitos fumadores que têm algum carinho com as suas beatas e só as abandonam num caixote do lixo, onde elas se sentem mais quentinhas e acompanhadas.
Isto é que é bonito. As beatas merecem esta atenção.
Mas por mais estranho que vos possa parecer não consigo deixar de pensar como seria divertido vê-las a voar atrás de todos aqueles que as mandam para o chão.
Se eu pudesse concedia asas às beatas…
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ídolos mas pouco!
Uma pessoa assiste aos Ídolos e ri-se, eu pelo menos farto-me de rir, mas no meu do meu riso está também uma enorme dose de perplexidade com o que ali se passa.
Há ali pessoas que vão concorrer a um programa de música, onde a capacidade de cantar é um dos requisitos avaliados pelo júri (reparem que não disse cantar bem, disse apenas cantar), e depois é o que se sabe…
O que irá na mente de todos aqueles candidatos que para ali vão e que não cantam nada, mas nada?
Depois de muito meditar sobre assunto cheguei a uma conclusão. Das duas uma, ou têm uma enorme e inqualificável falta de noção do que é musica e do que é cantar, juntamente com alguns problemas de audição, ou então (e é nesta que aposto mais) querem tanto aparecer na caixinha mágica que nem se importam das figuras que lá aparecem a fazer ou se irão ficar para sempre lembrados como os «Cromos dos Ídolos».
Prefiro acreditar nesta tese do que pensar que aquelas alminhas estão mesmo convencidas que aquilo é música.
Por via das dúvidas deixo aqui alguns conceitos fundamentais que talvez possam ajudar a esclarecer as mentes mais distraídas.
Não tenho nada contra os cromos e como já referi fazem-me rir mesmo muito, mas meus amigos, vão dar música a outros!
Música, nome feminino, arte de combinar harmoniosamente vários sons, frequentemente de acordo com regras definidas, conjunto de sons agradáveis, harmonia, cadência, ritmo.
cantar, verbo intransitivo, emitir sons musicais com a voz.
surdez, nome feminino, qualidade ou estado de surdo, diminuição ou perda completa da audição, figurado insensibilidade.
Otorrinolaringologia, parte da medicina que se ocupa dos ouvidos, do nariz e da laringe.
Noção, nome feminino, conhecimento simples ou pouco profundo que se tem de algo
Há ali pessoas que vão concorrer a um programa de música, onde a capacidade de cantar é um dos requisitos avaliados pelo júri (reparem que não disse cantar bem, disse apenas cantar), e depois é o que se sabe…
O que irá na mente de todos aqueles candidatos que para ali vão e que não cantam nada, mas nada?
Depois de muito meditar sobre assunto cheguei a uma conclusão. Das duas uma, ou têm uma enorme e inqualificável falta de noção do que é musica e do que é cantar, juntamente com alguns problemas de audição, ou então (e é nesta que aposto mais) querem tanto aparecer na caixinha mágica que nem se importam das figuras que lá aparecem a fazer ou se irão ficar para sempre lembrados como os «Cromos dos Ídolos».
Prefiro acreditar nesta tese do que pensar que aquelas alminhas estão mesmo convencidas que aquilo é música.
Por via das dúvidas deixo aqui alguns conceitos fundamentais que talvez possam ajudar a esclarecer as mentes mais distraídas.
Não tenho nada contra os cromos e como já referi fazem-me rir mesmo muito, mas meus amigos, vão dar música a outros!
Música, nome feminino, arte de combinar harmoniosamente vários sons, frequentemente de acordo com regras definidas, conjunto de sons agradáveis, harmonia, cadência, ritmo.
cantar, verbo intransitivo, emitir sons musicais com a voz.
surdez, nome feminino, qualidade ou estado de surdo, diminuição ou perda completa da audição, figurado insensibilidade.
Otorrinolaringologia, parte da medicina que se ocupa dos ouvidos, do nariz e da laringe.
Noção, nome feminino, conhecimento simples ou pouco profundo que se tem de algo
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Porquê «Palavras que te dou»?
No meu primeiro post disse que iria explicar o porquê de ter escolhido este nome para o blogue e cá estou eu.
Não posso dizer que o nome tenha uma só influência, mas há de facto uma que prevalece acima de outras.
Há dois anos atrás o meu maridão deu-me uma prenda de aniversário muito original que foi nada mais, nada menos do que um vídeo com depoimentos das pessoas mais importantes da minha vida a dizerem o que pensavam de mim e como me definiam numa só palavra. O resultado foi fabuloso e guardo com muito carinho todos os depoimentos.
Entre esses testemunhos, que me deixaram vaidosa e emocionada, um definiu-me como «palavras» e eu … chorei.
Senti um orgulho imenso naquela definição, não só por vir de quem veio, mas porque ela, no fundo, traduzia muito daquilo a que aquela surpresa se propunha.
Com aquele vídeo recebi muitas palavras de carinho e senti que o meu esforço em dar àquelas pessoas as palavras certas em cada momento não tem sido em vão.
Eu gosto mesmo de dar palavras às pessoas, as palavras certas em cada momento, e a vida tem-me mostrado que nem sou má de todo nesta “missão” que me conferi.
Com o blogue não sou tão pretensiosa e daí o seu subtítulo “Uma folha em branco para partilhar histórias, momentos ou simples devaneios”, mas com ele pretendo também partilhar muitas palavras com todos aqueles que estiverem dispostos a lê-las, sejam eles amigos ou simples transeuntes da blogosfera.
Palavras que te dou porque não pretendo escrever para o espaço vazio, mas sim partilhar contigo e com todos os outros histórias, momentos ou simples devaneios.
Não posso dizer que o nome tenha uma só influência, mas há de facto uma que prevalece acima de outras.
Há dois anos atrás o meu maridão deu-me uma prenda de aniversário muito original que foi nada mais, nada menos do que um vídeo com depoimentos das pessoas mais importantes da minha vida a dizerem o que pensavam de mim e como me definiam numa só palavra. O resultado foi fabuloso e guardo com muito carinho todos os depoimentos.
Entre esses testemunhos, que me deixaram vaidosa e emocionada, um definiu-me como «palavras» e eu … chorei.
Senti um orgulho imenso naquela definição, não só por vir de quem veio, mas porque ela, no fundo, traduzia muito daquilo a que aquela surpresa se propunha.
Com aquele vídeo recebi muitas palavras de carinho e senti que o meu esforço em dar àquelas pessoas as palavras certas em cada momento não tem sido em vão.
Eu gosto mesmo de dar palavras às pessoas, as palavras certas em cada momento, e a vida tem-me mostrado que nem sou má de todo nesta “missão” que me conferi.
Com o blogue não sou tão pretensiosa e daí o seu subtítulo “Uma folha em branco para partilhar histórias, momentos ou simples devaneios”, mas com ele pretendo também partilhar muitas palavras com todos aqueles que estiverem dispostos a lê-las, sejam eles amigos ou simples transeuntes da blogosfera.
Palavras que te dou porque não pretendo escrever para o espaço vazio, mas sim partilhar contigo e com todos os outros histórias, momentos ou simples devaneios.
Amigo pessoal
Há já algum tempo me venho questionando sobre a expressão “Amigo pessoal”.
Não gosto de andar com muitas dúvidas na cabeça e vai daí agarrei no dicionário para ver se chegava a alguma conclusão.
Assim vejamos: amigo, nome masculino, aquele que tem com alguém uma relação de amizade.
Implícito na definição de amigo está por si só a existência de uma relação com alguém.
Então o que significará “amigo pessoal”? Qual o sentido desta expressão?
Quando ouço alguém dizer que é amigo pessoal de alguém, automaticamente me pergunto quais serão os seus amigos impessoais e que tipo de amizade será essa?
Será que ando a perder alguma coisa, andarei alienada dos conceitos de amizade, ou esta é apenas mais uma expressão que não faz sentido nenhum?
Não querendo ferir susceptibilidades deixo aqui bem expresso que esta é somente a minha opinião pessoal…
Não gosto de andar com muitas dúvidas na cabeça e vai daí agarrei no dicionário para ver se chegava a alguma conclusão.
Assim vejamos: amigo, nome masculino, aquele que tem com alguém uma relação de amizade.
Implícito na definição de amigo está por si só a existência de uma relação com alguém.
Então o que significará “amigo pessoal”? Qual o sentido desta expressão?
Quando ouço alguém dizer que é amigo pessoal de alguém, automaticamente me pergunto quais serão os seus amigos impessoais e que tipo de amizade será essa?
Será que ando a perder alguma coisa, andarei alienada dos conceitos de amizade, ou esta é apenas mais uma expressão que não faz sentido nenhum?
Não querendo ferir susceptibilidades deixo aqui bem expresso que esta é somente a minha opinião pessoal…
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Maninha!
Hoje é um grande dia para a minha irmã.
É o seu primeiro dia de trabalho oficial depois de terminado o curso em Setembro.
Eu, irmã galinha, estava cheia de medo que ela fosse mais uma a cair nas listas de licenciados desempregados, mas a vida foi amiga dela.
Para já terá oportunidade de provar o seu valor naquilo para o que andou a estudar e ainda de ganhar a maldita experiência que lhe pediam em praticamente todos os anúncios de emprego a que respondia.
Eu, irmã galinha, ao mesmo tempo que sinto um orgulho enorme na mulher em que ela se está tornar, fico com o coração apertado a pensar no que irá ela encontrar, que chefes, que colegas, que dificuldades, que sapos terá de engolir, …
Eu, irmã galinha, desejo que a vida lhe sorria o mais possível e que esta nova etapa da sua vida seja apenas o início de uma carreira feliz e bem sucedida.
Maninha, estou a assistir na plateia, por isso qualquer coisa salta cá para baixo que eu pego-te ao colo.
É o seu primeiro dia de trabalho oficial depois de terminado o curso em Setembro.
Eu, irmã galinha, estava cheia de medo que ela fosse mais uma a cair nas listas de licenciados desempregados, mas a vida foi amiga dela.
Para já terá oportunidade de provar o seu valor naquilo para o que andou a estudar e ainda de ganhar a maldita experiência que lhe pediam em praticamente todos os anúncios de emprego a que respondia.
Eu, irmã galinha, ao mesmo tempo que sinto um orgulho enorme na mulher em que ela se está tornar, fico com o coração apertado a pensar no que irá ela encontrar, que chefes, que colegas, que dificuldades, que sapos terá de engolir, …
Eu, irmã galinha, desejo que a vida lhe sorria o mais possível e que esta nova etapa da sua vida seja apenas o início de uma carreira feliz e bem sucedida.
Maninha, estou a assistir na plateia, por isso qualquer coisa salta cá para baixo que eu pego-te ao colo.
Amigos!
A amizade é das coisas que mais aprecio na vida.
Pessoas que estão ali porque as escolhemos, porque nos acolheram na vida deles e foram acolhidos na nossa sem qualquer tipo de regra ou imposição.
São as nossas escolhas, as nossas pessoas, que nos conhecem por dentro e por fora e para as quais, muitas vezes, nem precisamos abrir a boca para que saibam o que nos vai na alma.
Na verdadeira amizade não há barreiras espaciais ou temporais, não há lugar a cobranças, dispensa telefonemas a toda a hora e uma data de conversa fiada.
Não digo que isto não faça parte da amizade, apenas digo que não é a sua essência…
Os meus amigos, poucos, porque não é fácil atingir este nível de sintonia, fazem parte integrante da minha vida, das minhas preocupações, dos meus pensamentos,das minhas s alegrias e tristezas, da minha família.
São a família que eu escolhi.
(E não pensem que tenho algum problema com a "outra" família porque não tenho. Amo-os mais que tudo, mas não os escolhi é um facto. Simplesmente tive sorte!)
E tal como não se consegue explicar bem a amizade e como lá chegamos, também não me perguntem porque me deu para aqui hoje :-)
O que é certo é que depois de uma interessante conversa com um membro dessa minha “família escolhida”, fiquei com vontade de dizer também aos outros amigos que os amo muito e que é um prazer fazer este caminho com eles.
Que se sigam muitos mais anos de partilha…
Pessoas que estão ali porque as escolhemos, porque nos acolheram na vida deles e foram acolhidos na nossa sem qualquer tipo de regra ou imposição.
São as nossas escolhas, as nossas pessoas, que nos conhecem por dentro e por fora e para as quais, muitas vezes, nem precisamos abrir a boca para que saibam o que nos vai na alma.
Na verdadeira amizade não há barreiras espaciais ou temporais, não há lugar a cobranças, dispensa telefonemas a toda a hora e uma data de conversa fiada.
Não digo que isto não faça parte da amizade, apenas digo que não é a sua essência…
Os meus amigos, poucos, porque não é fácil atingir este nível de sintonia, fazem parte integrante da minha vida, das minhas preocupações, dos meus pensamentos,das minhas s alegrias e tristezas, da minha família.
São a família que eu escolhi.
(E não pensem que tenho algum problema com a "outra" família porque não tenho. Amo-os mais que tudo, mas não os escolhi é um facto. Simplesmente tive sorte!)
E tal como não se consegue explicar bem a amizade e como lá chegamos, também não me perguntem porque me deu para aqui hoje :-)
O que é certo é que depois de uma interessante conversa com um membro dessa minha “família escolhida”, fiquei com vontade de dizer também aos outros amigos que os amo muito e que é um prazer fazer este caminho com eles.
Que se sigam muitos mais anos de partilha…
Era uma vez um blogue!
E pronto…cá estou eu a começar o meu blogue, uma ideia na qual já andava a matutar n há imenso tempo, mas que por preguiça nunca tinha decidido avançar.
Numa altura em muitos falam do fim da blogosfera eu decido criar o meu próprio blogue. Sou mesmo um bocado do contra é um facto.
Mas, conhecendo-me bem, não prometo o tempo que este “projecto” poderá durar…
Para já o que vos prometo é ser mais um blogue, daqueles que muitos sábios da nossa praça acusam de não acrescentar nada e que falam de coisas banais…
Pois bem deixo as filosofias para esses senhores e desejo-lhes muitas felicidades, mas fico com as coisas simples;)
Palavras que dou será para mim uma folha em branco, um espaço de partilha das coisas mais simples que compõem esta aventura à qual alguém um dia decidiu chamar VIDA.
São todos muito bem-vindos e obrigada por me “ouvirem”.
Numa altura em muitos falam do fim da blogosfera eu decido criar o meu próprio blogue. Sou mesmo um bocado do contra é um facto.
Mas, conhecendo-me bem, não prometo o tempo que este “projecto” poderá durar…
Para já o que vos prometo é ser mais um blogue, daqueles que muitos sábios da nossa praça acusam de não acrescentar nada e que falam de coisas banais…
Pois bem deixo as filosofias para esses senhores e desejo-lhes muitas felicidades, mas fico com as coisas simples;)
Palavras que dou será para mim uma folha em branco, um espaço de partilha das coisas mais simples que compõem esta aventura à qual alguém um dia decidiu chamar VIDA.
São todos muito bem-vindos e obrigada por me “ouvirem”.
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