quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

31 anos!

Parabéns a mim!
Das últimas vezes que a correria do dia-a-dia me deixou tempo para passar por aqui tenho dedicado palavras a alguém.
Hoje sou eu que estou de parabéns e dei por mim a pensar como seria pôr-me fora de mim e escrever sobre mim ou para mim.
Estranho? Talvez.
Decidi olhar para mim e analisar quem é esta menina, mulher, mãe, de 31 anos (não sei se ria se chore, ehehe!)
Se há coisa que a idade me tem trazido, e que sabe muito bem, é a noção cada vez mais forte de quem sou, do que me interessa, do que vale realmente a pena.
A idade traz essa segurança, confiança em nós próprios, serenidade.
Hoje ao olhar para mim vejo uma mulher encantada com o facto de ser mãe e, ao mesmo tempo, a tentar ser mais calma, relativizar preocupações, a tentar ser mais descontraída na maternidade (não tenho tido grande sucesso neste capítulo). Mas eu chego lá, ou não…
Quando penso o que gosto e o que não gosto é cada vez mais fácil enunciar uma lista sem hesitar.
Gosto de pessoas e gosto de as analisar.O ser humano fascina-me e adoro observá-lo, tentar compreender os seus comportamentos e atitudes.
Gosto da verdade, doa a quem doer. Não gosto de gente que não diz o que pensa e ainda menos de quem diz o que não pensa. Gosto de pessoas que não têm medo das palavras e nem de expor uma opinião, mesmo que essa vá contra a corrente.
Não gosto de pessoas que se movem por interesse ou para “ficar bem na fotografia”, e que depois reclamam sobre as suas próprias escolhas.
Não gosto de pessoas boazinhas. Gosto de pessoas boas.
Não gostos de obrigações, aquelas situações de “picar o ponto” numa festa ou num encontro familiar para “cumprir calendário” tiram-me do sério. A nível pessoal (porque profissionalmente a coisa pia diferente) só faço o que me apetece, só vou onde me apetece quando me apetece. Não faço fretes. Às vezes corro o risco de desiludir pessoas que gosto, mas ao menos todos sabem que quando estou, estou inteira e não a cumprir nenhuma "obrigação". E acredito que só desiludirei quem não me conhece bem.
Não gosto de pessimismo.
Não suporto que me façam esperar. A falta de pontualidade consegue despertar o pior que há em mim. É isso e a IC19, mas ambas estão intimamente ligadas de certa maneira…;)
Não gosto de brejeirice.
Não gosto de perder;) Nada mesmo…
Gosto de ter tudo sob controlo. Eheheh!
Não gosto que invadam o meu espaço. E as minhas fronteiras são muito curtas…
Não gosto de ser tão indecisa. Não gosto de chorar com tanta facilidade.
Gosto de dinheiro, mas não gosto de quem molda o seu comportamento a pensar nele.
Gosto de requinte, de boas maneiras, de elegância,
Gosto das coisas boas da vida que o dinheiro pode comprar. Embora acredite que as melhores coisas da vida são à borla, com dinheiro conseguem-se uns bons extras…
Gosto e orgulho-me da minha capacidade de ser uma boa amiga.
Não me orgulho de ser um pouco egoísta, mas tenho melhorado.
Gosto quando um olhar basta para que saibam o que quero dizer (até porque isto só acontece com pessoas que já por si adoro).
Para terminar, e porque a lista já vai extensa, fica talvez o que realmente mais que angustia: odeio não ter tempo para estar com as pessoas que amo.

P.S. Já me esquecia, mas também não gosto mesmo nada da minha falta de memória…

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