terça-feira, 2 de março de 2010

A vida como ela é

“Confortavelmente” sentada no meu sofá olho para a televisão e fico chocada com o que se passa no mundo à minha volta.
Uma natureza em fúria espalha o caos por aqui e por ali sem que tenhamos tempo de limpar os cacos.
Esta é uma destruição que vai muito além de derrocadas, inundações e casas destruídas.
Assistimos ao sofrimento de milhares de pessoas cuja vida é virada de cabeça para baixo num piscar de olhos.
Vidas abruptamente interrompidas, palavras que ficam por dizer, vidas que ficam por viver, perdas e mais perdas.
Sentido para isto? Acredito que a natureza se cansou de nos dar sinais “ténues” de como a estamos a sobrecarregar a cada dia que passa. Se “todos” lidamos bem com o gelo que derrete porque não sentimos isso directamente, já nem “todos” lidam bem com o que anda por aí a acontecer. Será que se Copenhaga acontecesse agora os resultados iam ser mais frutuosos? Ainda assim duvido.
O que será preciso acontecer mais para o mundo perceber que é necessário mudar o nosso estilo de vida, os nossos consumos e abusos à natureza?
Por outro lado, enquanto assisto a tudo isto “confortavelmente” sentada no meu sofá perco a paciência com gente patética que se queixa por coisas insignificantes.
Não deixemos que a vida destas pessoas seja destruída em vão.
Aproveitemos para reaprender o valor das coisas, o valor da natureza, da solidariedade, da união e deixem-se de merdas.
A vida como ela é pode ser tudo e nada numa fracção de segundos.
A vida é agora.
Acorda!



foto:EPA/Lusa/Manuel de Almeida aqui

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