quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quem consegue ser mais estúpido?

Nas últimas semanas muito se fala de um tal de Hélio que pôs o país a rir.
Que fez ele? Atingiu a “fama” por andar skate de forma estúpida e irresponsável, pondo em risco a vida dele e a das pessoas que podiam ter tido o azar de estar à hora errada no sítio errado.
O vídeo foi um sucesso no youtube e as televisões, os jornais, as rádios e o diabo a sete deram eco do feito, entrevistaram família, amigos, e todos riram muito. 
Eu interrogo-me se isto é normal e aceitável.
Que o vídeo seja um sucesso na Internet não há grande coisa a fazer quanto a isso. Que lhe sejam dadas honras nos noticiários em horário nobre da televisão já me choca.  
E não me venham cá dizer que porque o vídeo foi um fenómeno de visualizações a TV tem de dar o eco.
Badamerda com os ecos, porque há muita coisa boa a acontecer, muita coisa extraordinária (para o bom e para o mau) e eu não vejo isso na TV.
Coincidência ou não, passados uns dias desse boom do vídeo do skater, um jovem de 17 anos morre a "a tourear os carros no IC8".
A ideia seria fazer um vídeo para colocar na Internet.Vai na volta esse jovem também andava atrás da fama, das visualizações no youtube e de todas essas coisas importantes para o ser humano...
Podem dizer-me que os miúdos gostam do perigo e fazem coisas estúpidas, que sempre foi assim e sempre será. Eu aceito.
O que não aceito é que os media sejam irresponsáveis ao ponto de se rirem e de promoverem a estupidez emergente na sociedade. Uma estupidez perigosa e assassina.
E por isso sou obrigada a dizer que o medo é uma coisa que me assiste… e muito.

1 comentário:

  1. Infelizmente, somos assim para tudo. A Amy Winehouse morreu vítima da vida desgraçada que ela própria escolheu (há vídeos fantásticos dela sóbria, antes de entrar nesta espiral de vida, portanto foi uma opção), e os telejornais enchem-se de notícias e as pessoas fazem fila à porte de casa dela. Se fosse algum benfeitor da humanidade a morrer, quantos iriam para a sua porta, e quantos minutos de quantos dias dedicaria a comunicação social a dar a notícia? Poucos, muito poucos... é o mundo em que vivemos, infelizmente.

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