sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As melgas

Sosseguem todos aqueles que ficaram chocados com o post das beatas voadoras.
Hoje não vou dar às melgas nada que elas já não tenham.
Até porque, verdade, verdade, a minha vontade era que elas nem sequer existissem.
Não vos venho falar do mosquito, mas sim das pessoas maçadoras, essas melgas que picam bem mais do que as outras, verdadeiros pica-miolos.
Tenho consciência de que sou uma pessoa reservada, mas essa minha reserva não faz de mim inacessível, nem antipática, apenas sou zelosa do meu espaço e não gosto mesmo nada de o sentir invadido.
Devemos ser simpáticos para as pessoas, pelo menos foi isso que os meus pais me ensinaram. Mas anda por aí muito boa gente que acha que um sorriso, um gesto simpático, é uma via verde para o meu espaço. Erro crasso!
Daí dei por mim a catalogar melgas (juro-vos que não ando com nenhum problema com os insectos…)
Assim conheço a melga tecnológica – aquela que ao fim de umas horas de conhecimento já nos está a enviar convites para o MSN, Facebook e afins e a achar que é nosso amigo de infância. Que fazer? Ignorar. Provavelmente irão insistir, porque nunca lhes vai passar pela cabeça que os estamos a ignorar, mas sim que está a ocorrer algum problema nas comunicações…
Melgas afiliadas – aquelas que lá porque são amigas de um amigo/a nosso, acham que, automaticamente, são nossas também. Aposto que sabem do que falo…
O que lhes fazer? Não sei e aceito sugestões, mas podemos sempre usar a já celebrizada questão:”olha lá, mas eu andei contigo na escola ou quê?”. Mas é preciso ter cuidado com esta variante uma vez que, como são amigos de um amigo nosso, podemos criar aqui algum desconforto.
Melga cola – Esta característica está patente em todos os tipos de melga anteriores e define-se como aquela pessoa que não nos larga, que nos persegue para todos o lado, com ou sem convite, que nos convida para tudo e mais alguma coisa e, geralmente, sem qualquer sentido de oportunidade. Aliás a melga cola não sabe sequer que raio isso significa.
Por isso, melguinhas amigas, não vale a pena insistir, não é assim que se fazem amigos, e, muito menos, é assim que se sabem novidades, até porque a malta não é burra de todo…

Privacidade, nome feminino, ambiente afastado da vida pública ou social, ambiente de recato e sossego; intimidade (Do ing. privacy, «id.» +-i-+-dade)

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