quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Se as beatas voassem...

Já pensaram como seria o mundo se as beatas voassem?
Não, não estou a falar das beatas de igreja, essa reflexão poderá ficar para outro dia.
As beatas a que me refiro são mesmo as dos cigarros. Dei por mim a pensar que gostava que elas voassem…
Imaginar a possibilidade de ver milhares de beatas a voar pelas nossas cidades é um bocadinho assustador, eu sei, mas ao mesmo tempo dá-me um certo gozo sabem porquê?
Porque segundo um estudo (há estudos para tudo, portanto certamente também posso inventar este agora, até porque me dá jeito para o encadeamento do post) as beatas são “criaturas” muito afectivas e sensíveis.
Assim sendo não devem gostar de ser atiradas para o chão, deixadas no areal da praia, jogadas pelas janelas do carro, entre outros maus-tratos a que costumamos assistir.
Ora bem, se elas pudessem voar, certamente iriam perseguir os seus amigos fumadores que, menosprezando o seu valor e os seus sentimentos, as atiram para o chão quando retiram delas tudo o que lhes interessa. E só deixavam de os perseguir quando estes as colocassem no lixo.
A relação de alguns fumadores com as beatas é profundamente interesseira e egoísta. Compram o tabaco, acolhem o maço no bolso, dão-lhe miminhos, agarram o cigarro, dão-lhe beijinhos, mas quando percebem que dali já não levam mais nada, chão com as beatas. Isto não é correcto. Coitadinhas das beatas….
Conheço muitos fumadores que têm algum carinho com as suas beatas e só as abandonam num caixote do lixo, onde elas se sentem mais quentinhas e acompanhadas.
Isto é que é bonito. As beatas merecem esta atenção.
Mas por mais estranho que vos possa parecer não consigo deixar de pensar como seria divertido vê-las a voar atrás de todos aqueles que as mandam para o chão.
Se eu pudesse concedia asas às beatas…

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